Reprodução/ MTV Europa
Reprodução/ MTV Europa

Bon Jovi celebra 30 anos com nova coletânea

MTV Europa irá premiar banda em evento no próximo domingo com transmissão ao vivo pela internet

Efe, MADRID

05 de novembro de 2010 | 16h33

Bon Jovi reconheceu hoje que pouca gente, depois de sua primeira aparição em 1984, havia apostado que seguiram tocando quase 30 anos depois, após décadas de grandes sucessos em uma nova coletânea, The ultimate Collection.

 

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Em uma entrevista à Efe Madrid, os membros desta banda norte-americana Richie Sambora (guitarra) e David Bryan (teclados) agradeceram o "bonito gesto" da MTV Europa, que no próximo domingo, irá lhes condecorar em sua festa (EMA) com prêmios europeus como "Ícone Global" da música.

 

Um reconhecimento que talvez lhes faça sentir "um pouco maiores", mas também "mais sábios", disseram estes músicos em nome também dos ausentes Jon Bon Jovi (vocalista) e o baterista Tico Torres.

 

O novo disco compilatório do grupo arranca com uma potente tríade musical; vinda dos 80 You give love a bad name (seu primeiro sucesso e Livin' on a prayer, que se manteve quatro semanas no topo das listas americanas, assim como It's my life, que os levou ao alto após dez anos e os conectou a uma nova geração.

 

Precisamente esta canção esteve a ponto de ficar perdida entre gravações de trabalho. Segundo contaram Bryan e Sambora, a gravação do disco Crush se dava por terminada, mas começaram a repassar os cassetes com as composições sobre as que fizeram as seleções das músicas.

 

"Então apareceu It's my life - relatou Sambora - e dissemos: 'Ops, deixamos esta'. Voltamos ao estúdio e a gravamos com toda a banda".

 

"Nunca vamos ser Pantera, mas Pantera tampouco será Bon Jovi. Cada coisa tem sua categoria. Não somos uma banda de heavy death metal. Somos o que somos" - defende Bryan sobre outras bandas de sua geração mais agressivas em sua concepção, com as que muitas vezes se comparou o rock mais rápido do Bon Jovi.

 

Frente às críticas, Sambora sustentou que tudo o que fizeram foi se mostrarem como são. "Além disso, menos ainda podemos agradar a todos. Nem Jesus Cristo agradou a todos", concluiu apoiando-se em um feito inegável: "Vendemos 120 milhões de discos em todo o mundo nos últimos 30 anos".

A banda fez mais de 2.600 concertos para 34 milhões de fãs em 50 países. Seu último álbum, The Circle, marca a poderosa reafirmação dos hits e o estilo que marca a banda desde o começo. Circle está entre os dez álbuns mais vendidos no mundo, estreando em 1º em alguns países, e possui 3 milhões de cópias pelo mundo. A banda se apresentou no EMA três vezes.

 

Conscientes de que muitas poucas bandas seguem unidas depois de quase três décadas, responsabilizaram esta continuidade ao tipo de relação que mantém. "Tudo o que podemos atravessar uma família na vida, o temos vivido juntos: matrimônios, divórcios, mortes... e temos sobrevivido", contaram.

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