Boate abre escola de DJs

A volta às aulas é logo mais em fevereiro e na lista das várias escolas que abrem suas portas está o Lov.e. Sim, a meca dos notívagos e aficionados por música eletrônica expande seus domínios e ataca de escola de DJs, além de promover workshops em bairros da periferia ao longo do ano em parceria com a Prefeitura de São Paulo.Como "disciplinas", o clube irá oferecer duas modalidades: discotecagem e produção musical. "Formaremos turmas de 20 pessoas, com aulas duas vezes por semana, oferecidas durante o dia aqui mesmo no clube", explica Flávia Ceccato, proprietária da casa. E para quem teme se sentir intimidado diante dos equipamentos, ou ter dificuldade de se familiarizar com tantos botões e fios, ela adianta: "Serão aulas para iniciantes mesmo!". A casa noturna realiza festa de lançamento do projeto - o Lov.e Por São Paulo - no próximo sábado, na Praça da República, das 15h às 19h, com Renato Cohen, Mau Mau e Marky nas picapes.Nomes conhecidos no circuito da música eletrônica, eles participarão também dos workshops ao lado de outros residentes do Lov.e nos próximos 12 meses, dividindo sua experiência com o público. A estrutura montada será toda patrocinada pela Prefeitura, que cederá palco, som, iluminação, banheiro e uma equipe de segurança para todas as edições do evento - que terá condições de comportar um público de até 20 mil pessoas.E a programação já foi parcialmente definida: o projeto vai passar esta semana pelo Centro, em fevereiro chegará a Interlagos, em março ao Butantã e no mês seguinte a São Miguel Paulista. "Estávamos sentindo falta de realizar um projeto social em 2003", comenta Flávia, do Lov.e. "E fomos procurados pela Coordenadoria da Juventude com a idéia dos workshops. Então sugerimos incluir a escola no projeto. Ela também terá um caráter social: 50% das vagas para os cursos serão gratuitas, destinadas à população carente.""A noite de São Paulo precisa ser valorizada como cartão postal turístico da cidade", acrescenta Alexandre Youssef, o "cabeça" da Coordenadoria. "Procuramos o pessoal do Lov.e porque vimos que a casa é objeto de desejo também dos jovens com baixo poder aquisitivo".Outro fator que impulsionou a Prefeitura a se aliar ao movimento da música eletrônica foi, segundo Youssef, a possibilidade de formação profissional que esse segmento pode oferecer. "Existe atualmente uma glamourização da profissão de DJ e isso acabou se transformando em alternativa de geração de renda. Mas os clubes ainda são vistos como um espaço de bagunça, em que rola muita droga. Queremos desmistificar essa imagem negativa."

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2003 | 12h24

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