Black Sabbath entra mais cedo e incendeia o público

Banda entrou quase 20 minutos antes do previsto para show em Porto Alegre

Jotabê Medeiros/Enviado Especial a Porto Alegre, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2013 | 22h58

O Black Sabbath tinha pressa de mandar seu recado: entrou às 21h42, 18 minutos antes do programado. Ozzy Osbourne, de cara, molhou a cabeça, tirou a capa de Boris Karloff e foi para a galera. O Príncipe das Trevas até mandou beijinho para o público após as gargalhadas tradicionais nos bastidores, como um aviso. No cenário, nas laterais do fundo palco, dois anjos caídos se tornam vermelhos e azuis conforme o show avança.

Interessante notar a química que acontece com esse trio no palco. Geezer Butler e seu baixo são o denominador comum: raras vezes se viu outro baixista dominar a cena com tanta convicção e autoconfiança. É uma aula. Parecendo o cantor cearense Falcão, o guitarrista Tony Iommi não reivindica muito protagonismo no início, mas quando aparece é de uma elegância ímpar. O Black Sabbath não teme o confronto: durante a execução de Under the Sun, no telão, imagens de uma freira queimando o hábito e beijando outra freira. Al Pacino e sua interpretação em Scarface abrilhantam a execução de Snowblind.

Ozzy não é mais um garoto, está meio baleado, e não falseia nada, não finge que é um newcomer. Entretanto, ele juntou à sua experiência de palco uma noção nova de entretenimento, daí perguntar o tempo todo ao seu público se ele está se divertindo. Manda um "fucking" a cada frase, e "voa" pelo palco como uma Angela Ro Ro de missa negra. Age of Reason deixou o show mais caidinho, mas aí veio o clássico Black Sabbath e a plateia enlouqueceu.

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