Big Band Tom Jobim faz homenagem aos grandes nomes do jazz e da música brasileira

Big Band Tom Jobim faz homenagem aos grandes nomes do jazz e da música brasileira

Grupo estreia programa de 2019 com concertos nesta sexta, 17, às 20h, no Theatro Vásques, em Mogi das Cruzes, e, no domingo, 19, às 16h, Masp Auditório, em São Paulo

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2019 | 17h36

A Big Band Tom Jobim estreia seu programa de 2019 com duas apresentações dedicadas aos grandes nomes do jazz e da música brasileira. Sob a regência de Nelson Ayres e Tiago Costa, os concertos serão realizados nesta sexta, 17, às 20h, no Theatro Vásques, em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, com entrada gratuita, e no domingo, 19, às 16h, no Masp Auditório, na capital paulista, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Desdobramento da Orquestra Jovem Tom Jobim em formação reduzida, a Big Band Tom Jobim traz uma formação fixa de 18 músicos bolsistas. Para o repertório, foram selecionados clássicos de Thad Jones, Bill Evans, Maria Schneider e Sammy Nestico, e dos brasileiros Moacir Santos, Tom Jobim, Geraldo Vandré e Theo de Barros, e Spok e João Lira.

“Inicialmente, determinamos o tema, que seria uma visita aos grandes arranjadores do jazz e da música brasileira”, afirma o maestro Tiago Costa, que dividirá a regência das apresentações com Nelson Ayres – ambos, aliás, experientes arranjadores. “Tínhamos as nossas preferências, os arranjos que nos marcaram e marcaram gerações de músicos.”

Assim, além de um olhar especial sobre os compositores, a proposta foi escolher arranjos de diferentes períodos, que, segundo Costa, eram vanguarda no momento em que surgiram. “Temos arranjos do Thad Jones, que foram revolucionários, que transformaram todo um estilo de se escrever para big band. Temos arranjos do maestro Branco, representante brasileiro que chegou com um jeito novo de escrever. Então, esse foi o mote, o de procurar esses arranjos que foram transformadores no estilo da big band”, explica o maestro.

E como ele e Nelson Ayres fizeram a divisão da regência nos concertos? “Essa divisão não segue nenhum critério específico, mas, quando fomos indicando os arranjos, fomos indicando aqueles que gostávamos muito. Assim, cada um acabou ficando com suas indicações – por conhecer o arranjo mais profundamente – e trabalhamos eles com os meninos”, responde Tiago Costa.

Formada por músicos bolsistas da Orquestra Jovem Tom Jobim, grupo ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim), a Big Band Tom Jobim tem como objetivo expandir as experiências artísticas dos jovens alunos que participam do conjunto. A Orquestra foi criada em 2001 durante o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão e a Big Band Tom Jobim, em 2018.

Para Tiago Costa, projetos como os dois concertos são de grande importância para o grupo. “É exatamente por isso a gente escolhe essas músicas, para dar essa vivência a eles. Muitos deles ainda não tiveram acesso a esse repertório”, diz o maestro. “Para os meninos, a gente julga ser uma experiência que mostra novos horizontes e novos repertórios. E esse é o nosso objetivo principal, tanto na Orquestra Jovem Tom Jobim quanto na Big Band: oferecer um repertório que seja transformador, que agregue muita bagagem cultural a eles.”

Serviços:

Mogi das Cruzes: Sexta, 17 de maio, às 20h. Theatro Vásques. Rua Doutor Corrêa, 515, centro, tel. 4798-1747. Entrada gratuita

São Paulo: Domingo, 19 de maio, às 16h. Masp Auditório. Av. Paulista, 1578, Bela Vista, tel. 3149-5959. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

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