Barítono Paulo Szot faz grande estreia no Metropolitan

Premiado cantor lírico brasileiro interpretou o papel principal da ópera 'O Nariz', em Nova York

estadao.com.br,

06 de março de 2010 | 14h55

Crítica especializada julgou como 'esplêndida' a estreia do barítono Paulo Szot na ópera 'O Nariz'  

 

SÃO PAULO - A apresentação de estreia do barítono brasileiro Paulo Szot no Metropolitan Opera House, em Nova York, foi muito bem recebida pela critica e pelo público. Interpretando Kovaliov no papel principal da ópera O Nariz, de Shostakovich, Szot impressionou a plateia na noite de sexta-feira, 5, e arrancou elogios da mídia internacional.

 

"O barítono Paulo Szot atuou com energia e cantou sonoramente como Kovaliov. Brasileiro, mas descendente de poloneses, ele fez grande sucesso como Emile de Becque no musical South Pacific no Lincoln Center Theater e irá cantar Don Giovanni em Dallas na próxima temporada", afirma o site do jornal The Dallas Morning News.

 

Já o crítico da agência de notícias Associated Press afirma que Szot fez uma estreia "esplêndida". Segundo a agência, ele interpretou a ridícula situação do seu personagem (que um dia acorda sem nariz) com grande seriedade, conduzindo uma montanha-russa de emoções que iam do descrédito ao desespero e à depressão. A sua cantoria, afirmou a crítica, foi afável e forte, exceto por algumas poucas vezes em que sua voz moderada foi "engolida" pelo som da orquestra.

 

Szot revelou-se um dos melhores cantores líricos brasileiros ao aportar em Nova York anos atrás para participar do musical South Pacific, na Broadway. O sucesso foi estrondoso - e coroado pelo prêmio Tony, o mais importante do teatro americano. Surgiu, então, o convite para a estreia no Metropolitan.

 

O desafio não foi pequeno. O Nariz é uma das novas produções da casa, assinada pelo artista plástico sul-africano William Kentridge; é a primeira vez que a ópera é feita nos EUA; e, à frente da orquestra, estará o grande maestro russo da atualidade, Valery Gergiev.

 

A ópera é baseada na peça de mesmo nome de Nicolai Gogol. Kovaliov acorda sem nariz, que, segundo "acontecimentos de inaudita estranheza", vai parar na mesa de café da manhã do barbeiro Ivan Iákovlevitch.

 

Após O Nariz, Szot embarca para a Europa: na Espanha, canta Carmen com Zubin Mehta; e, na França, faz sua estreia na Ópera de Paris com Cosi Fan Tutte, de Mozart, velho companheiro.

 

(Com colaboraçao de João Luiz Sampaio)

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