KEVIN LAMARQUE
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Barbra Streisand critica Trump em música de novo álbum

Disco de caráter político será lançado em 2 de novembro

EFE

28 Setembro 2018 | 17h54

A cantora americana Barbra Streisand criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na música Don't lie to me (Não minta para mim), parte de um novo disco de caráter político que será lançado em 2 de novembro.

Em entrevista à revista Bilboard, Streisand explicou que a música foi uma homenagem ao "mentiroso e encoxador-em-chefe", formas usadas pela cantora para se referir ao presidente americano.

"Como você mente se todos nós perdemos? Você muda os fatos para justificar? (...) Como você dorme enquanto o mundo está pegando fogo? Não minta para mim", diz a letra da música.

Trump não é citado especificamente pela cantora, mas há indicações claras de que a música é uma crítica ao presidente americano, incluindo o trecho em que Streisand faz uma referência à atividade empresarial do republicano antes de assumir o poder: "Você pode construir torres de bronze e ouro".

Streisand afirmou que os últimos anos a deram "energia suficiente" para inspirar o Walls, o primeiro álbum composto de músicas originais que ela lança desde 2005.

"Essa era minha maneira de deixar meu testemunho. Como eu poderia pensar em outra coisa? É meu protesto, de certo modo, contra esse momento sem precedentes na nossa história", explicou.

A cantora sugeriu que os Estados Unidos devem modificar o sistema eleitoral para que o presidente seja escolhido apenas pelo voto popular, e não por um colégio de delegados, como ocorre atualmente.

"Simplesmente fiquei triste. Tinha que escrever essa música", afirmou a cantora, de 76 anos, sobre o single, de conteúdo político.

O álbum seria inicialmente chamado de What's on my mind (O que tenho em mente), música que abre o novo disco da cantora.

"Minha última turnê acabou perto da última eleição presidencial e eu precisava gravar outro álbum. À medida que o ano passava, comecei a pensar mais em gravar um disco que refletisse o que ocorria no país, porque era o que eu tinha na mente", disse a cantora.

Walls, que começará a ser vendido nos EUA no dia 2 de novembro, fala sobre os muros da sociedade e sobre "esta presidência que obstrui a Justiça". No entanto, segundo ela, o disco também é positivo porque traz luz e esperança para o futuro.

Um exemplo disso é uma versão de Imagine, dos Beatles", misturada com What a Wonderful World, de Louis Armstrong, que contou com a bênção de Yoko Ono, viúva de John Lennon.

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