Evan Agostini/Invision/AP
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Barbra Streisand acha que os homens são ótimos 'parceiros'

Cantora está lançando 'Partners', em que faz duetos com Billy Joel, Stevie Wonder, Lionel Ritchie e até um virtual Elvis Presley; ouça

Elysa Gardner, USA Today

17 Setembro 2014 | 09h48

NOVA YORK - Barbra Streisand é uma relutante super star. “Em certo sentido, gostaria de não ter de cantar minhas músicas mais conhecidas”, afirma. Então, lembra de quando, há muitos anos, viajou até Marselha para ouvir Jacques Brel cantar Ne me quitte pas, e ele não a cantou.

“Fiquei tão decepcionada”. Assim, quando Barbra Streisand, 72, se apresenta num show, faz questão de cantar as músicas favoritas do público. Foi este o princípio que ela adotou em Partners, uma nova coleção de duetos (lançada nesta terça-feira, 16; ouça abaixo), em que, ao lado dos cantores mais famosos, a diva interpreta os sucessos do seu repertório e do deles.

Com Stevie Wonder ela canta People, e New York State of Mind com Billy Joel; The Way We Were com Lionel Richie e Love Me Tender com um Elvis Presley virtual. Há também vozes mais jovens, como John Mayer e John Legend, e clássicos de songbooks de vários grandes vocalistas.

O que não veremos será uma mulher cantar com ela. “Gosto de homens”, diz Streisand, muito chique, embora vestindo um simples top preto elegante e “minhas velhas calças de pelica”. “É mais fácil lidar com os homens do que com as mulheres - na maioria das vezes”, comenta, e acrescenta: “Não há nada melhor do que uma boa amiga”. (O que inclui a variedade canina; a cadelinha Coton de Tulear, parente do Bichon Frisé, há 11 anos, “está sempre comigo”, ela diz, até na cama. Sammie tem ao seu lado a tigela de água para beber durante a noite. Na feitura de Partners, “convidamos algumas mulheres, mas, inevitavelmente, elas estavam ocupadas. Uma não gostou da letra de uma canção”. Com Beyoncé, foi apenas uma questão de disponibilidade de tempo, observa Barbra, em tom amistoso: “Quem sabe algum dia”. Mas, observa sorrindo: “Os homens estavam disponíveis”.

Um deles foi uma participação particularmente feliz: Jason Gould, 47, o filho de Barbra com seu ex-marido Elliott Gould. (Ela está casada com James Brolin desde 1998.) Jason cantou com a mãe num show, mas somente depois de gravar uma teste com ela. “Acho que ele nunca imaginou que um dia iria cantar - mas, meu Deus, ele tem um timbre tão bonito. Também começamos a pintar juntos. Ele é muito criativo”.

Barbra pretende cultivar seus múltiplos talentos. Ainda está ansiosa para interpretar um último papel de mãe no palco, Momma Rose, em uma nova versão cinematográfica de Gypsy, e gostaria de dirigir outro filme, “uma história de amor de época - neste momento não estão muito na moda. Mas acho que sempre haverá gente querendo torcer por duas pessoas”. E continua também politicamente engajada; democrata há muito tempo, está preocupada com as previsões de vitória de vários candidatos republicanos nas próximas eleições de metade de mandato. “Espero que aconteça algum milagre”, afirma. “As mulheres sozinhas poderiam eleger um Congresso democrata - mas para isto, elas precisam aparecer e votar”. Ian Drew, diretor de entretenimento de Us Weekly acha que os fãs gostarão de ouvir sua música, por enquanto. Embora Partners esteja saindo numa semana em que competirá com outros lançamentos, como os de Chris Brown, Tim McGraw e Train, Barbra “visa um público mais antigo: é ele que ainda compra álbuns”, observa Drew. “E ela tem um dos instrumentos mais abençoados da história”. Não esperem que Barbra faça turnês para promover o álbum, necessariamente. Como ela enfatiza, seus parceiros em Partners estão, “em turnê ou de férias. Eu fiz o que tinha de fazer. Se a propaganda boca a boca der certo, será um sucesso”. / Tradução de Anna Capovilla 

Trailer de 'Partners':

New York State of Mind, com Billy Joel:

The Way We Were, com Lionel Richie:

People, com Stevie Wonder:

Come Rain or Come Shine, com John Mayer:

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