AFP / Paul ELLIS
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Bar dos Beatles em Liverpool é reconhecido como monumento histórico

Uma vez, John Lennon reclamou que a pior consequência da fama dos Beatles era não poder mais ir beber uma cerveja no local

AFP, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2020 | 19h31

O Philharmonic Dining Rooms já era uma instituição em Liverpool, onde os Beatles costumavam se reunir. Nesta quarta-feira (12), tornou-se o primeiro bar inglês da época vitoriana a ser classificado como monumento histórico de primeira categoria.

"Phil", como é carinhosamente chamado nesta cidade do oeste de Inglaterra, foi construído em 1898 pelo arquiteto Walter Thomas. A época foi a idade de ouro da construção dessas tabernas conhecidas como "public houses", ou simplesmente "pubs".

Situado de frente para a sala de concertos filarmônicos de Liverpool, distingue-se por sua exuberante fachada de pedra talhada e seu interior profusamente decorado.

Uma vez, John Lennon reclamou que a pior consequência da fama dos Beatles era "não poder mais ir beber uma cerveja no Phil".

Em uma viagem em 2018 à cidade onde surgiu o lendário grupo, seu companheiro Paul McCartney surpreendeu os clientes do local com uma apresentação improvisada.

Desde 1955, o estabelecimento estava classificado como monumento histórico de segunda categoria. A partir de hoje, passa a fazer parte das grandes joias arquitetônicas do patrimônio, como o Palácio de Buckingham.

Na opinião de Duncan Wilson, diretor-geral da Historic England, organismo encarregado destas classificações, o "Philharmonic Dining Rooms" é uma amostra excepcional da época vitoriana. Seu ingresso na primeira categoria histórica "permitirá preservar seu interior excepcional e seu exterior" extravagante, ornado com florões em forma de obelisco, chaminés, torres e uma sacada no segundo andar, acrescentou.

Feita de ferro forjado dourado, sua porta principal é considerada uma das mais charmosas obras modernistas da Inglaterra. No interior, sua barra em forma de ferradura está cercada de complexos vitrais.

Seu proprietário, Eamonn Lavin, considerou a nova classificação uma "verdadeira honra" para este edifício com "uma história muito rica", visitado por "gente do mundo todo" para admirá-lo e "provar algumas cervejas".

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