Victor Gollnick/Divulgação
Victor Gollnick/Divulgação

Com mistura criativa de estilos, Banda Gentileza volta em boa forma

Com boa reputação ao vivo e seis anos depois da estreia, banda de Curitiba abusa da criatividade em 'Nem Vamos Tocar Nesse Assunto'

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

22 Julho 2015 | 05h00

O pianinho nervoso que abre Eu Sempre Quis, primeira faixa do recém-lançado Nem Vamos Tocar Nesse Assunto, novo álbum da curitibana Banda Gentileza, fica ainda mais envolvente com o vocal que começa dizendo: “eu sempre quis tomar um pé na bunda”. Entre letras criativas que misturam o escárnio e o amor, o novo disco traz o rock autoral e polifônico já conhecido pelos fãs, mas agora mais maduro, equilibrado e potente.

E é mais fácil e mais produtivo definir a banda entre esses dois sentimentos (amor e escárnio) do que enumerar os estilos que compõem as nove faixas do disco, disponível para download gratuito no site da banda e em streaming nas mais diversas plataformas. Transitando com facilidade entre a viola caipira e o violino e entre o trombone e o piano, o grupo faz um rock autoral que se espalha por influências que vão do samba à música balcã. A diferença é que agora, seis anos depois do primeiro disco, o processo é mais seguro e o resultado, mais sólido.

“No primeiro disco, o processo de composição era meio esquizofrênico”, comenta Heitor Humberto, vocalista, compositor e fundador da Banda.

O rock da Gentileza continua recheado de nuances surpreendentes, e agora dá mais protagonismo às guitarras e tem nos coros uma ferramenta relevante. “Estamos mais em paz, mais seguros, e acho que até pode ser resultado de anos dessa experimentação”, comenta Heitor. Outro fator que aponta para a tranquilidade é o menor número de pessoas na nova formação: são quatro músicos fixos. “Foi daí que veio a sonoridade de Nem Vamos Tocar Nesse Assunto”, explica Jota Borgonhoni, guitarrista e também um dos fundadores da Gentileza (ele ficou ausente entre 2008 e 2012). “Fizemos os arranjos nas guitarras, bem básico, e aí ‘descansamos’”, diz por telefone ao Estado.

A banda surgiu na metade da década de 2000, quando Heitor convidou Diego Perin (baixista), Diogo Fernandes (ex-baterista; hoje quem segura as baquetas é Bruno Castilho) e Jota para ensaiar e tocar nas festas da faculdade de Comunicação em Curitiba. Entre covers tão diversos (Kasabian, Mombojó e Tim Maia), as composições apareceram, a formação foi se ajustando e, em 2009, veio o primeiro disco – e os shows ao vivo, que revelaram um grande potencial com a plateia, motivado pelo carisma inacabável do vocalista. 

O grupo viajou pelo Brasil, pipocou na imprensa, uma das músicas foi trilha de Malhação e do filme Julio Sumiu (2014). “Tudo era muito mais despretensioso naquela época”, comenta Jota. Mas ele ressalta que o espírito livre da Gentileza continua presente. E é claro que nós vamos tocar nesse assunto.

Veja o clipe de Casa, single do novo disco:

Clique aqui para ir ao site da banda e fazer o download de Nem Vamos Tocar Nesse Assunto.

Shows já confirmados:

25 de julho - Curitiba

7 de agosto - São Carlos

8 de agosto - Sorocaba

13 de agosto - Florianópolis

14 de agosto - Joinville

22 de agosto - Curitiba

11 setembro - Curitiba

12 setembro - Curitiba

26 de setembro - Curitiba 

17 de outubro - Maringá

18 de outubro - Londrina

23 de outubro - Rio de Janeiro


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