Marília Morais/ Divulgação
Marília Morais/ Divulgação

Banda Eddie une batidas de frevo e riffs de guitarra

Músicas fazem parte de uma trilha sonora já característica do carnaval em Pernambuco

Paula Carvalho, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2014 | 17h38

Quem já foi ao Recife e a Olinda no carnaval deve ter entre as lembranças musicais algum verso da Eddie. Pode Me Chamar, Sentado na Beira do Rio e até a mais recente Casa de Marimbondo fazem parte de uma trilha sonora já característica da festa em Pernambuco. Ao lado das batidas de frevo e riffs de guitarra, a voz grave de Fábio Trummer é instrumento à parte, que torna qualquer canção da banda reconhecível.

Trummer, hoje acompanhado de Urêa (percussão & voz), Andret (trompetes, teclados & samplers), Kiko (bateria) e Rob (baixo), completa 25 anos liderando a banda olindense. Conhecidos como um dos grupos remanescentes do manguebeat, eles se desvencilham do rótulo. “Na verdade a ideia de que a música pernambucana é o manguebeat nos atrapalhou com o público, porque ficou saturada no Brasil”, diz Trummer.

O grupo lança sexta e sábado, no Sesc Pompeia, um disco comemorativo de 25 anos em show com participações de Erasto Vasconcelos, Isaar e da Orquestra de Frevo Henrique Dias. A coletânea tem três músicas de cada disco (são cinco lançados, ao todo) e Música Canibal, inédita.

Ingênuos. Apesar de criada em 1989, só seis anos depois é que gravaram as primeiras músicas – Falta de Sol e Quando a Maré Encher. Com quase dez anos de banda veio o primeiro disco, Sonic Mambo (1998), pelo selo Roadrunner. “Éramos muito ingênuos no começo, achávamos que iríamos conseguir um contrato para gravar. Aquela típica ilusão da época da indústria fonográfica”, conta Trummer. Depois da estreia, todos os discos foram lançados independentemente – enquanto Mundo Livre S/A e Nação Zumbi passaram por grandes gravadoras como a Abril e a Sony Music. 

Para Trummer, o período sem registro em álbuns foi importante para formar público. “Como escolhemos esse formato independente, o que nos faz viver de música são os shows", garante. Além das incontáveis apresentações em Recife e Olinda, um período de shows no antigo Studio SP, na Rua Augusta, foi importante para a fixação do grupo em São Paulo. Segundo ele, o movimento é calculado: passaram tempos fazendo shows em Brasília, Belo Horizonte, Salvador, onde também já têm fãs garantidos.

Para este ano, Trummer também prepara o seu primeiro disco solo, um “punk de meia-idade, juntando referências de músicas mais pesadas”, em power trio com Luca Bori e Dieguito Reis (da Vivendo do Ócio).

EDDIE

Sesc Pompeia. Choperia. Rua Clélia, 93, telefone: 3871-7700.

6ª e sáb., 21h30. R$ 4/R$ 20. 

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