Banda Bike surfa na onda de grupos psicodélicos e chega aos EUA

Grupo, cujo disco de estreia saiu em maio deste ano, terá faixa lançada pelo selo de Danger Mouse

Pedro Antunes, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2015 | 06h00

Uma banda de rock psicodélico de Goiânia que, em dois anos de existência, chegou ao New York Times e ao Guardian, os dois maiores jornais de Estados Unidos e Inglaterra, respectivamente. O Boogarins saiu do quarto de um dos integrantes, o guitarrista Benke Ferraz, e teve seu novo álbum, Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos, como “o único que você precisa ouvir nesta semana”. “O Boogarins abriu uma espécie de portal”, brinca Julito Cavalcante, guitarrista da banda também psicodélica Bike. “Quando a (banda brasileira) Cansei de Ser Sexy estourou lá no exterior, não foi assim. Agora, o mercado parece estar se abrindo para esse tipo de som.”

Não é por acaso que o rock brasileiro contemporâneo parece redescobrir a onda psicodélica que já foi surfada por aqui durante os anos 1960. Pipocam grupos por todo o País, do Espírito Santo vem a My Magical Glowing Lens; de Brasília, surge Almirante Shiva; de Caxias do Sul, nasceu a Catavento. De São Paulo, o Bike segue alguns passos semelhantes ao grupo goiano. Um projeto iniciado de forma despretensiosa por Julito, com letras em português, gravado com a ajuda de outros três amigos, e que chamou a atenção nos Estados Unidos. O disco deles, lançado em maio deste ano, chamou a atenção de Danger Mouse, nome artístico de Brian Burton, um dos maiores produtores de rock e pop do planeta e dono de cinco Grammys na estante.

Entre as gravações do novo disco de Adele, Brian lançou um selo chamado 30th Century Records e chamou a banda brasileira Bike para integrar a primeira coletânea deles, a ser lançada em 18 de dezembro. “Um dia, recebemos a ligação de um rapaz que é uma espécie de olheiro do selo. Ele disse que o Danger Mouse pirou no disco e quer lançá-lo no ano que vem”, conta Julito. “Um empresário quer nos levar para Europa em 2016.”

 

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