Reuters/ Divulgação
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Balzaca, Avril Lavigne volta com novo show

Prestes a completar 30 anos, cantora canadense, que já foi símbolo adolescente, apresenta-se nos dias 29 e 30 em SP

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

18 Abril 2014 | 19h29

Surgida em 2002, a cantora canadense Avril Lavigne vendeu aproximadamente 35 milhões de discos e ganhou incontáveis prêmios em uma carreira marcada pela imagem de adolescente insolente de coturno que se recusa a abrir a porta do quarto, mas não recusa nunca a mesada. Milhares de garotas se identificaram imediatamente com ela, e a loirinha gerou até discípulas no métier – casos de Taylor Swift e Kelly Clarkson.

Doze anos depois, ela volta ao Brasil já quase balzaquiana, mulher casada (com Chad Kroeger, cantor e frontman do Nickelback) e que completa 30 anos em setembro – com planos de aumentar a família. Avril retornará ao Brasil no fim de abril para shows em quatro cidades. A turnê da cantora passará por São Paulo (um show para 7 mil pessoas no Citibank Hall) nos dias 29 e 30 deste mês; Rio de Janeiro (Citibank Hall) no dia 2 de maio; Belo Horizonte (Chevrolet Hall) no dia 3 de maio; e Brasília (Net Live Brasília) no dia 4 de maio.

Seu mais recente trabalho leva apenas seu nome, Avril Lavigne (lançado em novembro de 2013), não é um rompimento com seu universo teen. Tem canções singelas acompanhadas ao piano e coisas mais cruas, rock’n’roll. Traz um dueto com o marido, Let me Go, e será a base de seu show, no qual mescla os novos hits a uma mistura de sucessos dos mais de 10 anos de carreira. Avril vem de turnês pela China e Japão.

A última vez que Avril Lavigne tocou em São Paulo, em 2011, foi complicado. A organização da turnê ficou em pânico, ela levou 20 horas até conseguir embarcar para o Brasil, vinda de Buenos Aires, por causa da erupção de um vulcão no Chile. O resultado foi uma apresentação sem muito entusiasmo.

“Algo aconteceu, de fato. Mas eu não me lembro. O que foi que você disse que aconteceu? Um vulcão? Não lembro disso”, ela disse, falando por telefone ao Estado.

Além do vulcão ter se acalmado, ela também traz uma aliança na mão esquerda agora. Teria o casamento tornado sua música mais rock’n’roll? “Sim, sou casada agora, mas isso só trouxe mais inspiração para minha música. Não acho que fiquei mais rock’n’roll, sou ainda a mesma pessoa, com os mesmos gostos.”

Desde o surgimento de Avril na cena pop, muitas cantoras novas apareceram, como Lana del Rey, Lorde e até mesmo Lady Gaga. Ela diz que encara a concorrência sem muita preocupação, embora admita que provavelmente nunca mais vai vender milhões de discos, como fez até agora.

“É essa a realidade, há mais cantoras, a indústria da música mudou, o rádio está diferente, a internet é que toca mais a música. O que penso é que tenho sorte de estar aqui e ainda estar fazendo shows, correndo o mundo com a minha música.”

Em 2002, ela lançou o álbum Let Go (que incluía os hits Sk8r Boi e Complicated, dois dos maiores hits daquele início de década). Em 2004, lançou o segundo trabalho (Under My Skin), que estreou em 1.º lugar na parada da Billboard, feito repetido pelo álbum seguinte, The Best Damn Thing (2007), cujo single Girlfriend alcançou 202 milhões de visualizações no YouTube. Lavigne é autora da música Alice, tema principal do filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. Goodbye Lullaby (2011), seu quarto álbum de estúdio, trouxe mais sucessos planetários, como What The Hell e Smile.

Avril tem sua própria marca de roupas, Abbey Dawn, e já lançou três perfumes (Forbidden Rose, Black Star e Wild Rose). No início de 2010, criou The Avril Lavigne Foundation, instituição que já arrecadou mais de meio milhão de dólares e cujo propósito é o de ajudar crianças e jovens portadores de doenças graves e deficiências.

Avril não aborda diretamente o tema “filhos”, mas admite que tem planos. “Eu estou em turnê, o foco está na minha carreira, no momento, mas espero que um dia possa fazer as duas coisas ao mesmo tempo, sem abdicar de nenhuma: criar um filho e continuar cantando”, diz.

AVRIL LAVIGNE
Citibank Hall. Avenida das Nações Unidas, 17.955, Santo Amaro, 4003-5588.

Dias 29 e 30, às 21h30. R$ 90/ R$ 450. 

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