Baixista Marcus Miller faz show em SP

Jazzista de múltiplas alternativas,o baixista Marcus Miller lançou este ano um dos mais festejados álbuns crossover - que mistura gêneros - da temporada, intitulado simplesmente M2 (Telarc). Para lançar o trabalho,que conta com participações de James Carter (sax), Mino Cinelu(percussão), Kenny Garret (sax), Herbie Hancock (piano), ChakaKhan (vocais), Branford Marsalis e Maceo Parker (sax) e obrasileiro Djavan (vocais), ele toca a partir de amanhã noBourbon Street Music Club.Agência Estado - Em "M2", seu álbum mais recente, vocêestabelece um bom balanço entre funk, jazz e R&B. Como consegueestabelecer relações entre coisas diferentes com tantafacilidade?Marcus Miller - Não sei. É muito natural para mim. Emgeral, nem penso sobre como fazer isso ou aquilo, eusimplesmente vou fazendo.Quais foram as principais lições que você aprendeucom Miles Davis, quando trabalhou com ele como produtor emúsico?Aprendi a assumir aquilo que eu sou,musicalmente falando. E que é necessário escrever música,aprender e não parar nunca de escrever música.Todo mundo sempre diz que ele era difícil. Isso éverdade?Ele era incomum, especialmente divertido eacessível. Ríamos a maior parte do tempo.E a eletrônica?A primeira coisa que ouvi, quando era garoto,foi o jazz de Herbie Hancock. Então, a eletrônica para mim não éexatamente uma novidade. Qualquer que seja o recurso que se use,o principal é manter a atitude. Não se pode deixar que oprocesso se sobreponha ao homem.Pretende tocar em São Paulo somente o repertório deseu novo disco, "M2"?Eu sempre costumo tocar, em turnê, coisas detoda minha carreira. Na maior parte dos países, meus discosainda não estão disponíveis para o público e eu tento dar umpanorama da minha música.Marcus Miller. Amanhã (07) e quinta-feira, às 22h30. De R$ 65,00 a R$ 120,00. Bourbon Street Music Club. Rua dosChanés, 127, tel. 5561-1643. Até quinta. Patrocínio: Diners ClubInternational.

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