Badi Assad lança novo disco, "Verde"

A cor-símbolo da bandeira brasileira, da mata, da esperança, da harmonia, reflete-se sob diversos tons em Verde (Edge Music/Universal), novo álbum da cantora, compositora e violonista Badi Assad. Depois de quatro anos nos Estados Unidos, Badi vive há dois em São Paulo, onde faz shows de lançamento do CD de hoje a domingo, no Sesc Vila Mariana. Convidados do disco, participam destas noites o violonista Toquinho (hoje), o percussionista Naná Vasconcelos (amanhã) e o grupo Cordel do Fogo Encantado (domingo). O baixista Rodolfo Stroeter, co-produtor e diretor musical do CD, e Guilherme Kastrup (percussão) estarão presentes em todas. Badi canta e toca violão em canções próprias com parceiros e recria O Verde é Maravilha (Ruy Maurity), One (do U2), Bachellorette (Björk), Bom Dia Tristeza (Adoniran Barbosa/Vinicius de Moraes), entre outras. Como dar unidade a repertório tão diversificado é o desafio maior, que ela resolve bem no disco. São estilos peculiares que se tornam harmoniosos quando passam por seu filtro. "Transito livremente por vários universos, distintos e paralelos. É uma característica da minha personalidade, cada hora sou uma coisa", define a cantora. "O verde aparece nesse sentido. Quando você vê a mata de longe, nota que há harmonia. Só de perto é que notamos que existem várias tonalidades da mesma cor. Meu disco reflete isso." O título também é representativo por Badi - consagrada no hemisfério Norte principalmente como violonista - ter decidido investir na carreira no Brasil. Verde é seu primeiro CD produzido aqui, depois de seis lançados no exterior, um deles em parceria com os guitarristas americanos Larry Coryell e John Abercrombie. Ter morado nos Estados Unidos e ter sido casada com Jeff Young (parceiro dela em diversas composições), a fez ampliar o gosto musical, mas não ser reconhecida no próprio país a perturbava. "Quando falavam do Brasil me dava uma nostalgia que não era saudável. Sempre me incomodou não fazer parte do cenário da música brasileira. E nem os brasileiros que moram fora me conheciam. Há um motivo por que jabuticaba não nasce no pé de laranja", compara. Um problema na mão a fez se afastar do violão por dois anos, período em que se descobriu cantora. Em sua aventura brasileira, Badi talvez corra o risco de ser mal interpretada no pantanal de vocalistas ecléticas, grande parte das quais agora também se arvora a compor inutilmente. Verde comprova que suas possibilidades são bem superiores à média.Badi Assad 12 anos. Teatro do Sesc Vila Mariana. Rua Pelotas, 141, 5080-3000. Hoje e amanhã, às 21h, e domingo, às 18h. R$ 15. Até domingo.

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