Backstreet Boys cancelam segundo show em SP

Foi cancelado hoje à noite o segundo show do grupo Backstreet Boys em São Paulo, que seria realizado no domingo, no Anhembi. O motivo alegado pela produção do espetáculo foi a impossibilidade de transferir o equipamento da banda em tempo hábil de São Paulo para Maracaibo, na Venezuela, para o espetáculo que será realizado na terça-feira naquele país. Segundo informou a Media Mania, empresa que faz assessoria de imprensa da turnê dos Backstreet Boys, até hoje tinham sido vendidos 35 mil ingressos para o show de sábado e 20 mil para o show de domingo. "Boa parte das pessoas comprou ingressos para os dois dias, então será possível acomodar todo mundo no sábado", disse Horácio Brandão, da Media Mania. A empresa de comercialização de ingressos Ticketmaster foi responsável pelo levantamento do número de fãs que têm ingressos para os dois dias. Segundo Brandão, a produção do espetáculo garante que não vai haver superlotação no sábado. A expectativa de público é de 50 mil pessoas. A Media Mania informou que os fãs que possuem ingressos para o domingo poderão ir ao Anhembi no sábado sem ter que fazer troca de tickets. Aqueles que preferirem ser reembolsados poderão fazê-lo a partir de segunda-feira, às 14 horas, nos mesmos postos de vendas onde adquiriram seus ingressos. A empresa divulgou dois telefones para informações (11 3191 0011 e 0800 771 2391). O problema de planejamento que impediu o show extra está sendo atribuído a uma projeção malfeita dos próprios técnicos da banda. Eles estimaram erradamente o tempo que seria necessário para transportar e montar os mais de 20 contêineres de equipamento, que pesam cerca de 140 toneladas. Para o show de amanhã à noite no Maracanã, foram postos à venda 80 mil ingressos, segundo informou a produção. Centenas de fãs do Backstreet Boys estão na porta de um hotel cinco estrelas, em São Conrado, desde segunda-feira, gritando o nome deles e torcendo para chegar perto de um dos cinco rapazes, não ligam para o que eles cantam. Querem é saber se gostam das fãs e o que pretendem da vida. Trinta delas foram escolhidas para participar da entrevista coletiva realizada na tarde de hoje e ninguém perguntou sobre o show, no Estádio do Maracanã, o primeiro que ocorre no Brasil. Justiça seja feita, Brian, A.J., Howied, Nick e Kevin contam com uma simpatia rara no showbizz. Kevin, o mais velho deles, de 29 anos, até disse que se preocupa com a saúde das meninas. "Elas não estão se alimentando bem e, na hora do show, podem desmaiar", lamentou ele, que chamou ao palco os sósias contratados para despistar as fãs. Elas estão ansiosas também em São Paulo, onde o grupo se apresenta no Anhembi no sábado e domingo, mas as fãs cariocas tiveram mais chances de ver seus ídolos. Afinal, eles passearam, foram à praia e freqüentaram academias de ginástica, desde que chegaram à cidade, no fim de semana. Na entrevista, todos falaram, mas Howie parecia ser porta-voz do grupo. Ele está no Brasil pela terceira vez. Veio só, em 1997, para promover o segundo CD, voltou em novembro, para lançar Black and Blue, que vendeu 250 mil cópias e volta para os shows. A turnê começou nos Estados Unidos, passou pela Argentina, volta para a América do Norte e termina na Europa no fim do ano. É uma superprodução, com dez bailarinos e seis músicos no palco e aparato tecnológico que pesa 180 toneladas e exige 20 caminhões para o transporte. Duas cantoras americanas, Krystak e Polyana, que fazem a linha Sandy, abrem o espetáculo. "Aqui no Brasil, vamos acrescentar duas músicas que não cantamos na América, Quit Playing in Games e As Long As you Love me, adiantou Howie. "É uma grande responsabilidade cantar onde já se apresentaram grandes astros da música popular. Estamos honrados com isso e, certamente, o Maracanã será nossa maior platéia até hoje."

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