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Autoridades dizem que morte de Michael Jackson foi homicídio

Documento oficial com o resultado da autópsia realizada no corpo do 'rei do pop' foi divulgado em Los Angeles

AP,

28 de agosto de 2009 | 16h39

O Instituto de Medicina Forense de Los Angeles anunciou nesta sexta-feira que considera a morte de Michael Jackson, ocorrida em 25 de junho, como "homicídio", causado por uma "intoxicação aguda por propofol" e outros cinco remédios. O artista completaria 51 anos amanhã.

 

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Além do propofol, sedativo de ação rápida usado para anestesia geral, a autópsia determinou que havia no corpo de Jackson "benzodiazepina", um psicotrópico que produz efeitos sedativos e hipnóticos, ansiolíticos, anticonvulsivos, amnésicos e um relaxante muscular.

 

"Propofol e lorazepam foram identificados como as principais drogas responsáveis pela morte", diz o comunicado do instituto. "Outras detectadas foram: midazolam, diazepam, lidocaína, efedrina." O informe final dos legistas inclui o exame toxicológico completo, que será mantido como documento confidencial a pedido da Polícia e da Promotoria de Los Angeles.

 

O advogado do médico Conrad Murray, que aplicou as drogas no artista, criticou as autoridades por não divulgarem o exame toxicológico completo. Edward Chernoff afirmou que precisa conhecer com exatidão os níveis dos diferentes tipos de remédios no corpo de Jackson.

 

A família Jackson afirmou, em nota, esperar "ansiosamente o dia em que se faça justiça".

Na segunda-feira, documentos judiciais revelaram que o astro tinha "níveis letais" de propofol e indicaram que Murray, vinha administrando no astro remédios fortes para tratar sua insônia. Murray havia admitido que começou por injetar 50 miligramas de propofol e nos dias seguintes foi baixando a dose.

 

Quando a dose chegou à metade, ele decidiu adicionar lorazepam e midazolam, também sedativos. Murray teria parado de dar propofol ao músico dois dias antes de sua morte. Mas, no dia 25, ele voltou a administrar a droga, após já ter injetado Valium e lorazepam.

 

Após aplicar o propofol, Murray se ausentou do quarto do cantor por alguns minutos e, quando voltou, viu que Jackson não mais respirava. Ele afirmou ter tentado reanimá-lo e chamado os paramédicos, que levaram o astro ao hospital da Universidade da Califórnia, onde foi declarada sua morte.

 

O enterro do artista está previsto para a próxima quinta-feira, com uma cerimônia privada no cemitério Forest Lawn.

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