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Atração do Dia da Música, Lineker mescla voz, corpo e intensidade

Cantor mineiro é destaque do evento realizado em SP e em outros 11 Estados

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2016 | 03h00

Lineker abre calmamente a porta do seu apartamento, na região central da capital paulista, para atender a reportagem do Estado. Tranquilo e confiante, explica, detalhadamente, o conceito do seu show. Contido, não parece o mesmo artista que faz uma performance intensa e extravagante nos palcos.

“Não sou de Libra, apesar da minha serenidade ao falar. Muita gente me pergunta isso. Meu signo é Leão. Tenho esse lado mais agressivo”, gargalha ele. O mineiro de 28 anos é uma das principais atrações do Dia da Música, que será realizado neste fim de semana em São Paulo e em outros 11 Estados do País. Lineker se apresenta neste sábado, dia 18, no Centro Cultural Rio Verde (Rua Belmiro Braga, 181, na Vila Madalena, tel. 3034-5703), às 23 horas. A entrada é gratuita.

Comumente confundido com seu xará Liniker (com i), este, porém, de Araraquara, no interior de São Paulo, Lineker Henrique Oliveira, nascido em 1987 e natural de Bambuí, em Minas Gerais, tem dois álbuns próprios: eLe (2012) e Verão, lançado neste ano.

O artista está em plena produção do terceiro trabalho, que espera apresentar até o fim de 2016. “Há muitas diferenças entre os dois CDs. O primeiro é mais pop. Já Verão traz influências da música popular brasileira da década de 1970, que é algo que amo de paixão. Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, por exemplo”, recorda ainda.

O nome de Lineker é conhecido não apenas pela carreira como cantor, mas pelas performances como dançarino, atividade paralela que concilia com a mesma intensidade que a música. “Toda a minha atitude no palco está relacionada à dança. Não tem como esconder isso. É intrínseco”, complementa.

Formado pela Unicamp, Lineker sempre esteve envolvido com a música e a arte de uma maneira geral. Foi justamente na igreja católica que aprendeu os primeiros acordes no violão e cantou as primeiras músicas.

Gay assumido, Lineker é militante das causas LGBT. “Sou homossexual e vivo isso no meu dia a dia. Eu não me identificava com os padrões considerados masculinos desde criança. Nunca consegui ser esse homem que a sociedade queria que eu fosse. Odiava futebol, gostava de brincar com bonecas: não me comportava como os outros meninos. Se você não é masculinizado, sofre preconceito a vida toda. Vivi isso intensamente desde os 5 anos de idade, quando eu era o veadinho da escola. Toda essa descoberta da sexualidade veio em conjunto com o meu trabalho. Passei a fazer nenhum esforço tanto para ser masculino quanto feminino. Não preciso edificar nada”, conclui o músico.

Pelas ruas do País, os novos artistas

Em sua 2ª edição no Brasil, o Dia da Música é inspirado na Fète de la Musique, que surgiu na França há mais de 30 anos e existe em mais de 700 cidades pelo mundo. O projeto inclui vários palcos por SP e outros 11 Estados com o objetivo de promover o trabalho autoral de novos artistas. As apresentações serão neste sábado, 18, e domingo, 19. “São mais de 300 shows no País todo. Fico feliz de ver destaques regionais tocando em casa, como Zeca Viana no Rock na Calçada, no Recife, e Sara Não Tem Nome na Autêntica, em Belo Horizonte. Em SP, dá para conferir o show do Lineker e dançar com os Garotas Suecas”, diz Katia Abreu, diretora artística do projeto. 

 

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