Ativistas criticam Julio Iglesias por show na Guiné Equatorial

Grupos de direitos humanos pediram ao cantor espanhol Julio Iglesias para que se distancie do governo da Guiné Equatorial, onde ele tem show marcado na semana que vem.

Reuters

04 Outubro 2012 | 17h15

Em carta datada de 26 de setembro e obtida nesta quinta-feira pela Reuters, as entidades norte-americanas Human Rights Watch (HRW) e EGJustice pedem ao cantor que verifique como o show está sendo financiado, num país que recebe enormes dividendos por seus recursos naturais, mas que ainda enfrenta uma pobreza generalizada.

Os Estados Unidos e outros governos ocidentais acusam o governo da Guiné Equatorial de cometer graves violações dos direitos humanos e dizem que seus líderes estão acumulando fortunas pessoais com a venda de petróleo.

A HRW afirmou que o show de Iglesias está sendo organizado pela TNO Production Guinea Ecuatorial, empresa de propriedade de um filho do presidente, Teodoro Nguema Obiang Mangue, alvo de várias investigações por corrupção no exterior.

"Não estamos lhe pedindo que cancele sua apresentação em Malabo, mas esperamos que você se informe sobre as controvérsias que cercam o senhor Nguema e também sobre as preocupações a respeito do histórico de governo do presidente Obiang", disse a carta.

Teodoro Obiang Nguema Mbasogo governa há mais de três décadas a ex-colônia espanhola na África.

A assessoria de Iglesias não se manifestou.

(Por Richard Valdmanis)

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