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Assassino de John Lennon tem liberdade condicional negada pela 10ª vez

As autoridades da prisão também admitiram que a libertação do assassino do ex-Beatle representaria um problema de segurança pública, já que alguém poderia atacar Chapman "por raiva ou vingança"

EFE

23 de agosto de 2018 | 21h06

Nesta quinta-feira, 23, as autoridades de Nova York negaram pela décima vez a liberdade condicional do assassino de John LennonMark David Chapman, como tem ocorrido a cada dois anos, desde 2000. 

Chapman, que agora tem 63 anos,disparou contra Lennon na frente da casa do músico, o famoso Dakota Building, em Nova York, em 1980. Ele foi condenado a, pelo menos, 20 anos de prisão. 

Encarcerado na prisão de alta segurança de Wende, no estado de Nova York, o assassino do artista esteve diante, nesta semana, do Conselho de Liberdade Condicional de Nova York, e viu seu pedido ser novamente rejeitado. Agora, ele deverá esperar até 2020, para fazer um novo pedido de liberdade condicional.  

De acordo com o New York Daily News, o documento do tribunal enfatiza que a sua libertação seria "incompatível com o bem-estar e a segurança da sociedade e subestimaria a gravidade do seu crime, minando assim o respeito pela lei".

"O relatório de seu registro criminal mostra que este é seu único crime, mas isso não atenua suas ações", diz o texto.

O conselho reconheceu em ocasiões anteriores que Chapman tem um registro "limpo" de prisão desde 1994, mas também que ele agiu com premeditação e em busca de "fama", como foi dito nesta quinta-feira, 23.

"Ele admitiu que planejou cuidadosamente e executou o assassinato de uma pessoa conhecida em todo o mundo apenas para ganhar notoriedade", disse o comitê, acrescentando que Chapman mostrou "um desprezo cruel pela sacralidade da vida humana e pelo sofrimento dos outros".

As autoridades da prisão também admitiram que a libertação do assassino do ex-Beatle representaria um problema de segurança pública, já que alguém poderia atacar Chapman "por raiva ou vingança".

A imprensa norte-americana americana apontou que a viúva de Lennon, Yoko Ono, se recusou a comentar o assunto por meio do seu advogado, Jonas Herbsman, mas ela disse que enviou uma carta ao conselho pedindo que o assassino de seu marido permanecesse na prisão.

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