Assassino de John Lennon pode ter condicional

O homem que matou o ex-beatle John Lennon em 8 de dezembro de 1980, Mark Chapman, entrará em outubro com um recurso para obter liberdade condicional, segundo informa hoje o site da BBC.Chapman cumpre pena de 20 anos em uma prisão próxima a Nova York. Há dois anos ele já havia tentado obter a liberdade condicional, mas teve seu pedido negado pelo Departamento de Liberdade Condicional de Nova York, entendendo que ele havia cometido um crime "planejado e voluntário" e demonstrava "contínuo interesse" em chamar atenção da mídia.Lennon foi assassinado a tiros de revólver calibre 38 na porta do Edifício Dakota, no Central Park, em Nova York, quando voltava para casa com a mulher Yoko Ono, após uma noite de gravações. Ao comentar o primeiro pedido de liberdade condicional de Mark Chapman, a viúva de Lennon, Yoko, disse que não se sentiria segura se ele fosse solto.Segundo a BBC, a audiência judicial que decidirá o destino de Chapman está marcada para a segunda semana de outubro. Mark Chapman se declarou culpado da acusação de ter matado o ex-beatle, dizendo que vinha ouvindo vozes que pediam que ele matasse Lennon. "Não há nenhuma emoção em meu sangue. Não há raiva. Não há nada. Há um silêncio de morte em meu cérebro (...) Ele olhou para mim... ele passou por mim e então eu ouvi vozes na minha cabeça que diziam faça-o, faça-o, faça-o", disse Chapman. Em entrevista ao site da BBC, o advogado Robert Gangi, do Instituto Corretivo de Nova York, disse considerar improvável que Chapman seja libertado algum dia. "O fato é que foi John Lennon, o que elimina qualquer remota esperança de que Chapman venha a ser solto. O Departamento de Liberdade Condicional (de Nova York) não estaria disposto a passar pelo desgaste político que sofreria se libertasse Chapman", afirmou Gangi.

Agencia Estado,

08 de agosto de 2002 | 16h45

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