Assassino da atriz Marie Trintignant ganha liberdade condicional

Decisão era previsível, especialmente após Bertrand Cantat ter demonstrado desejo de reabilitação social

EFE,

15 Outubro 2007 | 18h29

O cantor Bertrand Cantat, condenado pela morte, em agosto de 2003, da atriz francesa Marie Trintignant, ganhará na terça-feira, 16, a liberdade condicional, anunciou nesta segunda, 15, o tribunal de Toulouse.   Marie morreu em 1º de agosto de 2003 em uma clínica de Paris, devido a um edema cerebral causado pelas agressões sofridas durante uma briga com Cantat dias antes, em um hotel de Vilnius, a capital da Lituânia.   Em março de 2004, o vocalista do grupo Noir Désir foi condenado em Vilnius a oito anos de prisão por homicídio doloso, após admitir que havia agredido sua companheira.   Extraditado meses depois à França para o cumprimento da condenação, o artista se beneficiou agora do fato de que era réu primário, o que permite uma redução da pena, como prevê a legislação francesa.   A Promotoria de Toulouse, no sul do país, não se opôs ao pedido de liberdade condicional dos advogados de Cantat. A decisão do tribunal era previsível, especialmente após o cantor ter demonstrado, na prisão, seu desejo de reabilitação social.   No entanto, o artista, de 43 anos, terá que se submeter a medidas de controle judicial até julho de 2010 e continuar com o tratamento psicológico que iniciou na prisão.   O tribunal permitiu ao cantor dar continuidade a sua atividade profissional como músico, mas o impediu de divulgar obras audiovisuais que tenham a ver com o crime ou fazer declarações vinculadas ao incidente.   Em setembro de 2005, o grupo Noir Désir lançou o disco que preparava quando Cantat matou Marie, e o vocalista foi autorizado a trabalhar com seus três companheiros por alguns dias.   O lucro do disco correspondente a Cantant foi transferido a uma conta bancária bloqueada, destinada a custear as indenizações dos quatro filhos da atriz.   A produtora Nadine Trintignant, mãe da vítima, foi hoje à inauguração de um centro de amparo a mulheres maltratadas em Paris, em um gesto simbólico após o anúncio da liberdade condicional de Cantant.   Nadine Trintignant não quis comentar o fato em si, mas anunciou uma concentração no fim do mês na capital francesa destinada a evidenciar sua rejeição a que o homem que mate sua companheira possa ser condenado a apenas 8 anos de prisão, enquanto outros assassinos ficam na cadeia por mais de 20 anos.

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