As vaias históricas no Rock in Rio

Artistas brasileiros sofreram com a recepção do público nas três edições do festival

estadão.com.br,

15 de setembro de 2011 | 18h20

O Rock in Rio não é feito apenas de aplausos e boas recordações. As vaias também estiveram presentes nas três edições no Brasil e foram tão ou mais importantes para deixar a marca do festival na história da música quanto os bons momentos.

Mesmo que este ano o Rock in Rio tente distribuir melhor as diferentes atrações, é difícil evitar os conflitos quando se tem o heavy metal, o pop e até o axé music. As três edições brasileiras do Rock in Rio, em 1985, 1991 e 2001, foram marcadas pelas vaias estridentes.

No primeiro Rock in Rio, em 1985, Ney Matogrosso encarou as vaias do grande público presente na Arena de Jacarepaguá. Os gritos de protesto, todavia, foram ponderados e não chegaram a interferir na apresentação de Ney.

Em 1991, Lobão, com toda sua energia rock and roll, não teve a mesma sorte. Escolhido para se apresentar no "dia do metal", tocou logo depois de um show épico do Sepultura. Já na segunda música começaram as vaias e a chuva de copos plásticos, moedas e o que mais os roqueiros tinham em mãos para lançar. Sem hesitar, Lobão interrompeu a apresentação, xingou o público e deu um recado aos presentes: "Vão tomar... seus babacas", deixando o palco na sequência.

Carlinhos Brown passou por algo parecido, em 2001. Quando cantava música A namorada, o cantor recebeu garrafadas de todos os lados do palco. "Eu não jogo garrafas, eu só jogo amor", gritava. O gesto de Carlinhos, entretanto, só aumentou o ímpeto do público que lançou ainda mais objetos contra entre.

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