As músicas que homenageiam São Paulo

São, São Paulo, Meu AmorSão São Paulo quanta dor São São Paulo meu amor São 8 milhões de habitantes De todo canto e nação Que se agridem cortesmente Correndo a todo vapor E amando com todo ódio Se odeiam com todo amor São 8 milhões de habitantes Aglomerada solidão Por mil chaminés e carros Gaseados a prestação Porém com todo defeito Te carrego no meu peito Tom ZéEsboçoEle é um bicho E ele passeia, passeia Passeia como se fosse um turista E cumprimenta todo mundo Que frenqüenta a Bela Vista E mesmo que ele esteja sem dinheiro Dá uma passadinha nos botecos de Pinheiros Chega com uma cara que dá pena Mas é gente muito boa Lá da Vila Madalena Sempre sobra um copo uma cerveja Fica tão contente Mas não quer que ninguém veja Então procura o centro da cidade Luiz TatitRetrato de São PauloSão Paulo cidade tão bela, bonita igual ela. Para mim, para nós não existe coisa igual. Pena que alguns elementos de modo sangrento, preferem espalharem o mal. Esse é o retrato de São Paulo. Alucinados, dopados, convivem com irreal de uma maneira infernal. Saem em busca total. E por motivo banal te enquadram dando geral. Mãos na cabeça para que não desapareça, pense nos que se foram, Então jamais esqueça, obedeça com a cisma no olhar, caso contrário você pode não mais acordar. DJ BrancoLá Vou EuNum apartamento Perdido na cidade Alguém está tentando acreditar Que as coisas vão melhorar Ultimamente A gente não consegue Ficar indiferente Debaixo desse céu No meu apartamento Você não sabe o Quanto voei O quanto me aproximei De lá da terra Às luzes da cidade Não chegam às Estrelas Sem antes me buscar Na medida do possível Tá dandó pra se viver Na cidade de São paulo O amor é impresível Como você. E eu E o céu. Rita Lee/Luiz SérgioLampião de GásLampião de gás, lampião de gás Quanta saudade você me trás Minha São Paulo, calma e serena Que era pequena, mas grande demais Agora cresceu, e tudo morreu Lampião de gás, que saudade me trás Zica BergamiNo meu CanindéAqui no meu Canindé tem miquimba Aqui no meu Canindé tem meganha Criolo mestiço de analfabeto Pro pixaim ficar quieto Gasta uma lata de banha Guarde a sandália dela Guarda a sandália dela Que o samba sem ela não pode ficar Diga também pra ela Que a escola sem ela não vai desfilar Raul DuartePaulistaNa Paulista os faróis já vão se abrir E um milhão de estrelas prontas pra invadir Os jardins onde a gente aqueceu numa paixão Manhãs frias de abril Se avenida exilou seus casarões Quem reconstruiria nossas ilusões Me lembrei de contar pra você nessa canção Que o amor conseguiu Você sabe quantas noites te procurei Nessas ruas onde andei Eduardo Gudin/Ernesto NettoPobre Paulista Não quero ver mais essa Gente feia Não quero ver mais Os ignorantes Eu quero ver Gente da minha terra Eu quero ver Gente do meu sangue Pobre são paulo, pobre paulista, oh, oh Pobre são paulo, pobre paulista, oh, oh Eu sei que vivo em louca utopia Mas tudo vai cair na realidade Pois sinto que as coisas vão surgindo Edgar ScandurraLinda de LuaMinha cidade nua Não é de mar, não é de sol São Paulo é linda de lua Namoro São Paulo Da janela do avião Neons desenhando um céu de estrelas Lá no chão De noite a cidade é uma mulher Que sai do escritório de tailleur Desata o cabelo e o fecho ecler Atirando o vestido pra platéia Nunca foi só de trabalhar A minha paulicéia Não é de sol, não é de mar São Paulo são idéias Vicente Barreto e Celso ViáforaNa MouratoO cineasta, pós-graduado na ECA, E que dá Cinemateca Era um verdadeiro rato Hoje é da globo, amigo do Fallabela Dirigi telenovela Até já assinou contrato E agora eu, que vivia no sujinho Só na pinga com caldinho Me incluo no relato Mudei de vila Nunca mais quis ser odara Leio escondido a caras Levo os filhos na morato Laert Sarrumor e Carlos MeloLuz da LightLá no morro, quando a luz da Light pifa A gente apela pra vela, Que alumeia também, quando tem Se não tem, não faz mal A gente samba no escuro, que é muito mais legal E ao natural Adoniran BarbosaSão Paulo Rio A minha casa é a maloca rasgada no futuro É o inverno é o eterno enquanto duro Osso duro osso duro que ninguém Há de roer A minha casa é o céu e o chão caroço bruto Catado no vão do viaduto Dando pro Anhangabaú Da felicidade José Miguel Wisnik São PauloTem dias que eu digo não Inverno no meu coração Meu mundo esta em sua mão Frio e garoa na escuridão Sem São Paulo, ô ô ô O meu dono é solidão Diga sim que eu digo não Desperta, São Paulo Desperta, São Paulo 365

Agencia Estado,

24 de janeiro de 2001 | 19h01

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