As mulheres que abalam as pistas

O maior festival de música eletrônica no Brasil, o Skol Beats, que será realizado dia 24 de abril em São Paulo, tem uma única mulher atuando nas pick-ups entre quase 60 atrações. A DJ Ingrid, que toca pela segunda vez no evento, ainda é exceção num setor profissional que, como em quase todos dentro da música, é maciçamente dominado pelos homens.Há seis anos a santista Ingrid Chasseraux Diniz, de 30 anos, nem sabia por onde começar. Hoje está entre as DJs (ou DJéias, como dizem alguns) mais solicitadas e reconhecidas do País. "Ser mulher é um diferencial que faz com que as portas se abram mais facilmente nesse meio. Isso me ajudou no começo, mas como em qualquer carreira, quem não tiver talento não se segura", diz Ingrid. "O DJ tem de ter feeling e bom gosto. Com isso consegui conquistar espaço, agora a coisa roda sozinha." Ingrid descobriu que gostava da balada ainda na infância. Divertia-se nas festinhas que o pai fazia em casa, com muita música dançante, luz negra e estrobo. Formada em Administração, trabalhou seis anos na área. Em 1998 foi visitar a irmã em Londres, que a levou a todos os clubes da moda. Na volta, foi aprender o básico com Liza Bueno.Os primeiros passos foram nas festas dos amigos em Santos. Em 2001 já estava contratada da agência Hypno DJs. Com noites fixas na Moby Dick, em Santos, durante as férias, Ingrid, que tem um filho de 8 anos, já passou pelos clubes mais importantes de São Paulo, como Lov.e e Manga Rosa, e viaja muito para tocar em festas. Seu estilo é techouse.Estreou no Skol Beats em 2002 ao lado de Gabo. Agora volta sozinha e promete acelerar as batidas tocando novidades, entre elas uma produção inédita de Renato Cohen.

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