Arto Lindsay renova namoro com Brasil

Salt, lançado pela PingPong Discos e distribuído pelo Grupo Trama, é chamado de disco-solo, mas Lydsay vem ladeado por amigos músicos. "Nesse disco, eu queria juntar essa turma, queria vários músicos juntos", ressalta o produtor americano, em entrevista.Experimentalista, Arto Lindsay brinca com as sonoridades e dá bossa ao seu novo álbum, com o molho extra das programações por computador. "Não há novidades na tecnologia usada por nós." Ele empresta sua voz de calmaria a canções como Habite em Mim (dele e Melvin Gibbs), Kamo (Dark Stripe) (novamente dele e de Gibbs). Ou ainda em Personagem (dele, Kassin e Gibbs), nitidamente influenciada pela musicalidade pernambucana, em que carrega numa festiva combinação de programação, surdo, caixa, arranjo de metais, guitarra, baixo e teclados.Melvin Gibbs comanda baixo, teclado e programação eletrônica; os brasileiros Kassin, com quem ele adora trabalhar e Lucas Santtana, com quem faz parcerias constantes; e ainda o guitarrista Davi Moraes, o músico e compositor Marcelo Camelo, os percussionistas Marquinhos, do Nação Zumbi, Marivaldo, do Ilê Ayê, entre tantos outros. Para gravar o CD, Lindsay aproveitou a estada no Brasil, durante o carnaval deste ano. Estava aqui por conta de composições que fez para o Cortejo Afro e outras, em parceria com o artista plástico americano Mattew Barney, para o bloco Da Lama Lâmina. Em Salt, Lindsay volta a exercitar composições com letras em inglês e português (às vezes, unindo os dois idiomas na mesma canção).O cantor, músico e produtor americano Arto Lindsay tem um pé no Brasil e outro nos EUA. Filho de pai missionário criado em Pernambuco, ele (re)alimenta constantemente uma ligação afetiva e prazerosa, como produtor ou músico, em CDs de inúmeros artistas brasileiros.

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