André Burian|Divulgação
André Burian|Divulgação

Arnaldo Baptista ganha exposição inédita em São Paulo

Mostra que começa neste sábado, 14, reúne desenhos, pinturas, colagens e objetos pessoais do ex-Mutante

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2016 | 04h00

Arnaldo Baptista, de 67 anos, atende a ligação com entusiasmo. Eufórico, quer falar sobre a mostra Transmigração, que será inaugurada neste sábado, dia 14, na Caixa Cultural São Paulo, no centro da capital paulista. Com curadoria de Márcio Harum, a exposição reúne desenhos, pinturas, colagens, material documental e objetos de Arnaldo. “Eu tento externar de forma criativa o que sinto em relação ao mundo”, diz o músico paulistano em entrevista ao Estado, por telefone, de sua casa em Juiz de Fora (MG).

O título Transmigração, sugerido pelo próprio Arnaldo, homenageia uma composição de sua mãe, a pianista erudita Clarisse Leite Dias Baptista (1917-2003). “Ela sempre foi ligada ao espiritismo e, consequentemente, ao renascimento. Este, portanto, é o conceito da exposição. A música invade a produção plástica e vice-versa”, afirma o ex-Mutante.

O espaço reunirá roupas, cadernos antigos, contos, convites de shows, camisetas e cartões-postais, além, é claro, de desenhos de viagens, carros e, obviamente, guitarras. Imagens da fotógrafa Leila Lisboa Sznelwar, que foram feitas nos anos 1970, também ilustram o ambiente e contam um pouco da carreira musical histórica do artista.

Algumas estações sonoras com os discos solos da carreira de Arnaldo Baptista, de Lóki? (1974), passando por Singin’ Alone (1981), Disco Voador: Paz (1987) e Let It Bed (2004), completam a exposição.

Arnaldo, que recentemente teve sua carreira revisitada em um box com cinco CDs, lançado em janeiro deste ano, garante que prepara um novo disco de inéditas. “Tenho trabalhado em algumas músicas. Não sei quando pretendo lançá-las.”

Histórico. Arnaldo Baptista já teve duas exposições individuais realizadas em São Paulo, Lentes Magnéticas (2012) e Exorealismo (2014). Esta, entretanto, abrange diversos repertórios do seu vasto espectro criativo.

Em Transmigração, a música e a arte dialogam de forma mais intensa, o que não aconteceu nas mostras anteriores. “Estou muito ansioso como há tempos não ficava. Acho que, pela primeira vez, poderei mostrar meu trabalho em sua totalidade, em todos os campos”, acrescenta Arnaldo. Com entrada gratuita, a mostra Transmigração fica em cartaz até o dia 17 de julho.

TRANSMIGRAÇÃO

Caixa Cultural São Paulo. Praça da Sé, 111; tel. 3321-4400. 3ª a dom., 9h às 19h. Entrada gratuita. Até 17/7

 

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