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Arlindo Cruz leva filho ao palco para lançar disco

Show 'Família Cruz' mostra o repertório de regravações e novos partidos que os dois Arlindos acabam de registrar

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2016 | 08h00

Arlindo Cruz tem mais de 700 sambas gravados. Uma máquina de disparar tiros certeiros, prontos para acertar em refrões que pegam de primeira nas rodas e o tornam assediado por nomes em busca de visibilidade. Só para ficar nos mais conhecidos, a fórmula Arlindo Cruz já foi testada por Beth Carvalho, Alcione, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Maria Rita. Substituto de Aragão no grupo Fundo de Quintal, nos anos 80, ele começou a vida na quadra de Cacique de Ramos, no Rio, com Beto Sem Braço, Ubirany e Almir Guineto. O homem tem história que não acaba mais.

Seu filho, também Arlindo, está agora com 24 anos de idade e pronto para receber o bastão. Claro que não é simples assim e carisma não se faz por transfusão de sangue, mas Arlindinho tem conhecimento de causa. Os dois acabam de lançar um disco juntos, 'Dois Arlindos', e se apresentam nesta sexta-feira, dia 9, no Teatro Net de São Paulo.

O repertório vai trazer os partidos de pandeiro “cortadinho”, como se fala no samba. Vai passar pelos mais conhecidos, 'Só Pra Contrariar', 'O Mapa da Mina' e 'Castelo de Cera', mas logo chegar aos sambas do disco novo, como a primeira parceira entre pai e filho, 'O Bom Aprendiz', e a regravação de 'Dor de Amor', um clássico absoluto dos partideiros, feito em parceria com Zeca Pagodinho e gravada em junção com a inédita 'Hora Exata'.

O samba, como o universo da música sertaneja pop, parece blindado contra a crise econômica. A princípio, Arlindo diz que não é bem assim. “Quando o dinheiro acaba, o cidadão não quer comprar disco ou sair de casa para ir a shows”. Mas, na próxima constatação, se contradiz: “Eu tenho trabalhado muito”. Sua média de shows é de mais de 20 por mês.

Arlindo filho sente diferenças no partido feito pelo pai quando compara com a produção de sua geração. Para ele, tudo é questão de adaptação aos tempo modernos. “Eu ouço Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz, mas também Bruno Mars. Isso vai interferir no samba que eu faço, com certeza. Além da música pop estar mais próxima do novo samba, ele diz também que o discurso está mudando. “Os assuntos são outros”.

SERVIÇO

Dois Arlindos no show Família Cruz

Teatro NET São Paulo – Shopping Vila Olímpia, 5º andar - Rua Olimpíadas, 360. Dia 9 de Setembro, sexta-feira, às 21h. Ingressos: de R$ 80 a R$ 100.

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