Jon D./Reuters
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Após teste cego, músicos preferem violinos modernos a "Stradivarius"

Estudo publicado em revista da National Academy of Sciences mostra que o som de instrumentos modernos agradou mais a músicos contemporâneos

EFE

10 de abril de 2014 | 18h11

Em uma casa em Vicennes, na França, a pesquisadora da Universidade de Sorbonne (Paris), Claudia Friz, colocou uma dúzia de violinos em uma mesa e levou dez músicos profissionais para uma pesquisa. Sem o conhecimento prévio dos profissionais, seis instrumentos eram italianos de origem antiga, cinco deles “Stradivarius”. Os outros seis eram violinos de fabricação moderna. Após vários testes, o resultado: ainda que os músicos tenham dado respostas variadas, dois violinos de manufatura recente foram eleitos os melhores.

Os “Stradivarius” foram fabricados há três séculos pelo luthier italiano Antonio Stradivari, e hoje em dia valem milhões de dólares e já foram temas de romances, filmes, roubos, debates sobre de onde vem sua “voz” misteriosa e agora de pesquisa científica. 

O luthier produziu mais de mil instrumentos, entre violinos, violoncelos, harpas e violas. Em julho deste ano, a casa de leilões Sotheby’s vai leiloar uma viola produzida em 1719 por Stradivari, a chamada viola Mcdonald, e o preço inicial é 45 milhões de dólares.

No estudo de Friz, publicado na revista Proceedings, da National Academy of Sciences, os músicos também realizaram testes em salas acústicas e em um teatro. Um Stradivarius antigo ficou em terceiro lugar na escolha dos profissionais. “A busca pelo segredo dos ‘Stradivarius’ é fútil porque ele não existe”, disse Friz. “Os ‘strads’ são instrumentos notáveis, sobreviveram trezentos anos e tem um aspecto bonito”, continuou. “Porém, essas propriedades também existem em violinos novos”.

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