Após protestos de Björk, China decide controlar cantores

Manifestação da cantora em show em Xangai no fim de semana passado será investigada pelo governo chinês

Reuters,

07 de março de 2008 | 16h38

O Ministério da Cultura chinês anunciou nesta sexta-feira, 7, depois da cantora islandesa Björk ter gritado "Tibete livre" num concerto em Xangai no fim de semana passado, que a China vai aumentar os controles sobre cantores e outros artistas estrangeiros.  Veja também:Björk pode ser banida da China por defender 'Tibete livre'  Björk declamou o nome da região do Himalaia governada pela China depois de cantar sua música Declare Independence, que já usou no passado para promover os movimento de independência de lugares como o Kosovo. Em comunicado citado pela agência oficial de notícias Xinhua, o Ministério disse que a manifestação de Björk "não apenas infringiu as leis e normas e ofendeu os chineses, como contrariou o código de conduta profissional de um artista". "Qualquer tentativa de separar o Tibete da China enfrentará a oposição resoluta do povo chinês e de todos os homens justos do mundo." Sem entrar em detalhes maiores, o Ministério disse que vai investigar o concerto e tratar da questão como manda a lei. Em seu site, Björk disse que as referências que fez à independência foram de teor mais pessoal que político, mas acrescentou: "O fato de que foram traduzidas para seu significado mais amplo, a luta de um povo oprimido, me agrada muito. Eu gostaria de desejar boa sorte a todos os indivíduos e as nações em sua luta pela independência." A Free Tibet Campaign, organização com sede no Reino Unido que defende o fim do domínio chinês sobre o Tibete, divulgou comunicado dizendo-se muito satisfeito com a performance de Björk. "Ela demonstrou mais coragem que políticos como (o premiê britânico) Gordon Brown e (o secretário do Exterior britânico) David Miliband, cujo silêncio público sobre essas questões, em visitas que fizeram recentemente à China, é motivo de vergonha para o povo britânico", disse a entidade.

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