Após encerrar turnê, Madonna vai para a 'balada' em Pinheiros

Cantora chegou ao local por volta das 2h40; show de despedida da turnê começou com duas horas de atraso

Nina Ramos e Daniela do Canto, do estadao.com.br,

22 de dezembro de 2008 | 02h52

Foto: Werther Santana/AE   Os boatos de que Madonna encerraria sua passagem por São Paulo em alguma festa se confirmaram. Após encerrar sua turnê Stick & Sweet em uma apresentação na noite de domingo, 21, no estádio do Morumbi, em São Paulo, a cantora resolveu curtir a cidade e foi para um bar, na esquina das ruas Álvaro Anes com a Cunha Cago, no bairro de Pinheiros. Ela chegou ao local por volta das 2h40 e só saiu de lá três horas depois.   Artistas e celebridades em geral foram convidados para a 'balada' da popstar. Ao deixar o bar por volta das 4h30, o nadador Xuxa enfatizou o pique da cantora. "Ele está dançando sem parar", disse.   A cantora Preta Gil não teve dúvida ao falar sobre o que de especial encontrou na festa. "O especial é ser ela (Madonna)", respondeu a cantora. A atriz Mariana Ximenes, a Lara da novela da Globo A Favorita, também uma das primeiras a deixar o Secreto, economizou nas palavras ao adjetivar o encontro. "Foi incrível", disse.   Veja também: Confira o blog Madonna no Brasil Madonna arrecada US$ 91,5 mi com turnê na América do Norte Vídeo do tombo de Madonna no palco do Maracanã está na web Público prende ladrão em show da Madonna em SP Madonna se encontra com Sérgio Cabral em bastidor de show Conheça as surpresas do show da Madonna Especial Madonna no Brasil    'Sticky & Sweet'   Foram quatro meses de muito rebolado, gritos, passagem de som, cor de rosa e caras e bocas no palco. Na noite de domingo, Madonna encerrou sua turnê Stick & Sweet no estádio do Morumbi, em São Paulo. E a festa já começou em bom estilo: para surpresa dos fãs, a cantora apareceu duas vezes antes da apresentação com sua equipe no palco - uma para agradecer a presença de todos e outra para a passagem de som.     Por conta da chuva que antecedeu a apresentação, o show de despedida no Morumbi começou com mais de duas horas de atraso. Às 22h13, ela apareceu. Madonna voltou da ‘matinê’ que havia dado de presente a quem chegou mais cedo ao estádio de forma um tanto quanto mecânica. No início do show, as marcações de um espetáculo de gestos calculados perdia para a espontaneidade que as pessoas haviam presenciado minutos antes. Mas era só o começo.   A rainha do pop gostou tanto da receptividade que confidenciou a Miriam Haids, uma das diretoras da Time For Fun, empresa responsável pela vinda da cantora, que pretende voltar logo ao País para um novo show. "Ela me disse isso, e falou que estava muito feliz com os shows de sua turnê brasileira", revelou Miriam, que dançava na pista VIP.   Em Sticky & Sweet, a cantora faturou mais de US$ 260 milhões, superando o recorde (que já era dela) de artista feminina com a turnê que mais arrecadou na história da indústria fonográfica. O espetáculo teve ponto de partida em Cardiff, no País de Gales, em 23 de agosto. Sempre com o mesmo set list, sem bis e com muita energia, Madonna arrancou elogios por todos os lugares que passou.   Alguns destaques da maratona ficam com a participação de Justin Timberlake e Britney Spears em Los Angeles e o encontro da diva pop com Ingrid Betancourt e Cristina Kirchner em Buenos Aires e a dedicatória de Like a Virgin ao papa, em seu show em Roma. "Dedico esta canção ao papa, porque sou filha de Deus. Vocês também são filhos de Deus", disse Madonna no show.   Problemas e muita confusão   A ansiedade começou no momento em que foram confirmados shows da cantora no Brasil. A aventura para se conseguir uma entrada rendeu muita dor de cabeça, por conta do congestionamento no atendimento via internet ou telefone, e cansaço nas pernas, pelas longas filas nos pontos de venda. No final das contas, cambistas vendiam ingressos absurdamente mais baratos e as bilheterias oficiais tinham bilhetes disponíveis até domingo (menos para pista VIP).   No Brasil, do dia 14 ao dia 21 só o que se noticiava era Madonna. Parecia que mais nada estava acontecendo no mundo. De fato, depois de 15 anos longe do País, todos os flashes estavam voltados para a rainha e sua prole - Lourdes Maria, David Banda e Rocco - com razão.   O primeiro show do Maracanã foi debaixo de chuva e teve até tombo. Não empolgou tanto a platéia; a rainha estava visivelmente incomodada com o aguaceiro. Um homem da produção precisou segurar um guarda-chuva durante a performance para ela não se molhar, o que deixou tudo um pouco "fake". Já o segundo show, na segunda, 15, compensou todo o bode do domingo: apesar das duas horas de atraso, as 60 mil pessoas se jogaram sem medo na surpreendente Stick & Sweet. Até Madonna estava mais feliz e brincou com o fato. "Vocês estão mais animados hoje?" A galera respondeu com um sonoro sim. "É porque não está chovendo." Mais manifestação de entusiasmo. "Vocês estão se divertindo?", continuou. Outra resposta positiva ensurdecedora. E ela emendou: "Eu também".   Em São Paulo, Madonna foi mais esperta. A Globo disponibilizou um "centro meteorológico" atrás do palco e garantiu que não choveria depois das 21 horas. Ou seja: não foi por acaso que a entrada da rainha atrasou. E a estréia na capital paulista foi empolgante. A platéia fez um show a parte e cantou em coro todos os títulos do set-list.   Os shows da turnê são feitos por 16 bailarinos, 12 músicos e duas horas sem intervalo, divididas em quatro partes cênicas: Pimp (na qual ela usa um cenário art déco e remete ao universo do rap), Old School (volta às suas raízes dance em Nova York), Gipsy (pot-pourri das canções aflamengadas, a partir de La Isla Bonita) e Rave (sucessão de canções dançáveis com destaque para a mágica Like a Prayer).   Ao final, um grande "game over" aparece no telão. Para tristeza e alegria dos fãs, que, com certeza, aproveitaram cada segundo do furacão Madonna.  

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