Após 13 anos, Marcelo Nova lança novo disco

Passaram-se 13 anos desde que o cantor e compositor Marcelo Novo - em temporada toda quinta de dezembro no Manifesto Bar - começou a pensar no hoje finalizado (e recém-lançado) O Galope do Tempo. Tudo começou em 1992. Marcelo foi acompanhar a mulher grávida ao médico e pela primeira vez viu seu filho, Drake, graças ao milagre da ultra-sonografia. ?Botei meu melhor terno.? O baque foi grande. ?Voltei para casa, peguei o caderno e comecei a escrever?. É como se o impacto de ver uma criatura como aquela, daquele jeito, o fizesse repensar sobre a própria história. Por isso, seu disco segue cronologicamente por sua vida, tendo como ponto de partida Fecundado, a primeira canção que compôs para o disco. Vieram os primeiros versos: ?Eu vi um ponto de luz pulsando no escuro/Sem fome, sem nome aceso, sinalizando o futuro (...)?.O repertório avança por sua infância e adolescência, em músicas como Outubro de 65 e Ninguém Vai Sair Daqui, dando corpo a um trabalho explicitamente autoral. O rock, influência absoluta na formação de Marcelo, continua lá, nas guitarras irrequietas, assim como a irreverência e a franqueza das letras. O caminho do repertório culmina num inevitável "the end", selado por Fim de Festa e A Canção da Morte. Em meio a um revival de artistas famosos nos anos 1980 fazendo releituras de si mesmos, o cantor baiano preferiu um trabalho de inéditas. ?Essa idéia de trazer de volta os anos 80 não me agrada nem um pouco?, diz ele, convicto. O Galope do Tempo é minha assinatura.?Marcelo Nova. Manifesto Bar (700 lugares). R. Iguatemi, 36, Itaim-Bibi, 3168-9595. Quinta, às 22h, R$ 15

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.