Apesar do grande público, Pacaembu teve poucos incidentes

Mesmo com os 40 mil fãs, não houve confusão na abertura dos portões do Pacaembu para o show do Pearl Jam. Pontualmente às 18h30, o grupo americano também de Seattle Mudhoney abriu o show. Carolina Freitas Schlosser, de 15 anos, chegou ao estádio do Morumbi às 8 horas. Conseguiu ficar bem perto da grade grade que separa o palco. Cerca de meia hora antes do show do Pearl Jam, passou mal e teve de ser levada para o posto médico. Depois de ter sido atendida, não conseguiu voltar ao local onde estavam seus amigos. Chorava compulsivamente, pedindo aos seguranças para voltar para lá. ?Já tentei atravessar aqui pela platéia mesmo, mas não me deixam chegar lá.?Lá fora, às 20h30, Jennifer Paoli e Kamila Peres, ambas de 18 anos, também tinham borrado toda a maquiagem chorando. Elas haviam chegado meia hora antes e foram assaltadas. ?Pagamos R$ 120 para não ver nem duas músicas deles", lamentou Kamila. Mais tarde, ela encontrou a carteira, só com a identidade.Os sem-ingresso se amontoaram na frente da entrada principal do estádio para, pelo menos, ouvir a banda. ?Com certeza, era melhor estar lá dentro, mas dá para ver alguma coisa aqui fora, no telão?, disse Karen Rodrigues, de 17 anos. Por volta 21 horas, houve uma confusão. Algumas pessoas derrubaram grades e ameaçaram uma invasão. A Cavalaria e a Tropa de Choque foram para a frente do portão e o clima ficou tenso. Algumas pessoas continuavam a fazer ameaças e a atirar objetos. De qualquer modo, a Polícia Militar informou que recebeu apenas reclamações sobre pequenos furtos e perdas de- telefones celulares. Na base montada perto do estádio, concentrando serviços da CET, polícia e subprefeitura, moradores da região reclamaram, principalmente, do comércio de ambulantes e estacionamentos irregulares.

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