Apesar de problemas no som, Banda Calypso contagia em novo show

Problemas de som e insatisfação do público marcaram a gravação do terceiro DVD do atual fenômeno de vendas da indústria fonográfica, a Banda Calypso, na casa de espetáculos Claro Hall, na Barra da Tijuca, zona oeste, na madrugada de ontem. Se não fossem esses percalços, o show contagiante de Joelma e Chimbinha poderia ter sido considerado perfeito.Marcado para as 22 horas, o show começou com uma hora de atraso e muita reclamação do público, que comprou ingresso de pista e lotou a casa de espetáculos. Muitos, como o técnico em Eletrônica Marcelo Silva, de 33 anos, se sentiram enganados ao entrarem no Claro Hall e se deparar com um amplo setor de mesas na frente do espaço reservado para os ocupantes da pista."Nunca vi isso. Como pode? Quem está na pista não ficou perto do palco. Estamos bem longe", protestou, inconformado, Silva, acompanhado por sua mulher e filha. "Show do Calypso é para dançar perto do palco e não para ficar sentado. Já fui saber e me falaram que foi a produção deles quem determinou."Os fãs-clubes da banda também reclamaram. Integrantes do carioca "Guardiões do Calypso", que pediram para não ser identificados - por causa da proximidade com os músicos - também estavam descontentes mas, pelo menos, disseram não terem sido surpreendidos, porque já sabiam o lugar que ocupariam.Ao contrário dos cariocas, o fã-clube paulista "Imagino Calypso", que acompanharam a banda durante o deslocamento de São Paulo, depois do show em Barueri, na sexta-feira, nem imaginavam que as mesas os separariam dos cantores. "Até no Olímpia eles deixam o espaço livre na frente do palco para um show como este. Em Recife também não tinha nada na frente da pista", contou o estudante Tiago Peixoto.Mas foi só o show começar para a dança de Joelma e o acompanhamento de Chimbinha contagiar e levar os fãs ao delírio. Nessa hora foi a vez de o som atrapalhar. O primeiro bloco de músicas, justamente a parte do Rio no DVD, precisou ser regravado porque o microfone de Joelma falhou insistentemente.Superados os problemas, Joelma mostrou no palco o porquê de o grupo de Belém, do Pará, ter alcançado em seis anos de estrada a marca de seis milhões de discos vendidos. Ela dançou, requebrou e cantou os principais sucessos do grupo. Desde antigos, como A lua me traiu ou Imagino, até os recentes To carente ou Tchau pra você, ambas do último CD. Mesmo assim houve fã que reclamasse a ausência da atual música de trabalho no repertório: Isso é Calypso.Previsto para ser lançado em agosto, o DVD "Calypso pelo Brasil" será gravado em cinco capitais brasileiras e, além do show, trará imagens de pontos turísticos destas cidades. A banda já esteve em Brasília e Rio. Agora, será a vez de Salvador, Recife e, por último, a terra natal da banda, Belém.

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