Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Apanhador Só mistura protesto, rock e clima de luau no Lollapalooza

Banda gaúcha abriu o Palco Interlagos no segundo dia do festival Lollapalooza

Renato Vieira, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2014 | 13h44

O início do show da banda Apanhador Só parecia mostrar que sua apresentação no Lollapalooza seria um tanto explosiva, porém dentro do estilo da banda. Os gaúchos abriram o show com Mordido, que tem versos como O teu esquema sempre foi lograr/  Criar uma imagem boa pra vender/  Na captura do nosso querer/ Tá conseguindo é nos provocar/ Toma cuidado pra não se perder. No fundo do palco, projeções de imagens de agressões policiais, políticos, os religiosos Silas Malafaia e Marco Feliciano e os comentaristas de notícias Arnaldo Jabor e Rachel Sheherazade.

Mas o que se viu daí para a frente foi o típico estilo que a banda imprimiu em seu Antes Que Tu Conte Outra, considerado um dos melhores discos de 2013, e um clima de luau à base do violão e da voz de Alexandre Kumpinski. No palco, a banda não conseguiu se desligar da influência de Los Hermanos.  O vestuário é semelhante ao dos cariocas e a entonação do vocalista do Apanhador Só bem que tenta, mas não consegue se livrar do fator Marcelo Camelo.

A apresentação, que abriu o Palco Interlagos neste domingo, foi feita para um público diverso. Boa parte até bateu palma e insinuou que estava gostando, mas parecia mesmo estar ali aguardando outros shows.

Alguns cantaram músicas como Despirocar e Nescafé  quase em uma espécie de transe semelhante às de fãs dos Los Hermanos. O show do Lollapalooza mostrou que o Apanhador Só precisa encontrar um caminho próprio.

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