Gustavo Kassamba
Gustavo Kassamba

Aos 23 anos, carioca Tuca Mei investe em pop com pitadas de Bossa Nova

Cantora lança seu primeiro EP, ‘Olhos Atentos’, de forma independente

Pedro Rocha, Especial para o Estado

10 de fevereiro de 2019 | 03h00

A jovem cantora carioca Tuca Mei, de apenas 23 anos, não abandonou o clássico na hora de preparar o seu primeiro trabalho, o EP Olhos Atentos, já disponível nas plataformas digitais. “Tenho uma base muito clássica, aprendi a tocar piano com Bossa Nova. Por estudar improvisação, aprendi muito de jazz e blues.”

A música brasileira está na raiz do seu trabalho. Com sua família espalhada por todo o País, Tuca cresceu ouvindo de tudo. “Sempre tive influências diversas e muito ecléticas. Nunca escutei música de forma homogênea.” As influências do mercado fonográfico internacional também estão presentes em suas composições. “Gosto muito do pop, acho o ecletismo da Lana Del Rey atemporal e a Lady Gaga uma artista muito completa.”

 

É perceptível a mistura em seu trabalho. As composições, em sua maioria sobre relacionamentos, trazem uma melancolia que lembra o trabalho de Del Rey, com notas de Bossa Nova ao piano ou violão, como na canção O Que Será, uma das cinco lançadas no EP Olhos Atentos.

“Todas as músicas são histórias minhas de vida, de relacionamentos, diferentes fases”, ela explica. “São todas as situações que eu vivi, sem nenhuma máscara. Por isso, o EP se chama Olhos Atentos, por olhar com atenção para as emoções, as sensações, por vezes imperceptíveis.” Segundo ela, Olhos Atentos é, também, o significado do seu apelido, Tuca, que a acompanha desde a infância, numa língua indígena. 

Tuca diz que foi uma criança muito voltada às artes. Fazia dança, pintura, desenhos. Começou a aprender a tocar piano clássico com oito anos. Já mais velha, fez aulas de improvisação, o que a levou a ser autodidata na aprendizagem de violão. Começou a compor com 14 anos, e aos poucos foi adicionando sua voz às canções, à medida que fazia aula de canto. Sua musicalidade, porém, segundo ela, ficou totalmente restrita às rodinhas de violão com a família e com os amigos. 

Em 2018, porém, ao encontrar um amigo saxofonista, decidiu gravar algumas de suas composições de forma independente. “Era apenas para tê-las gravadas, sentir o potencial.” O resultado, porém, foi outro. “No processo, descobri algo que me fazia vibrar, queria fazer mais, produzir mais.”

Para ela, sua formação artística desde a infância tem ajudado em sua recente carreira. “Ajudou a desenvolver minha sensibilidade, cores e ritmos, para que eu pudesse desenvolver meu padrão, a estética que gosto”, analisa. Para ela, até mesmo a dança, por exemplo, influencia em suas composições. “Para compor, eu imagino o balanço que a música dá.”

Tuca continua compondo e diz que gravar novas músicas está nos seus planos. Para o seu futuro, como cantora, deseja apenas uma coisa. “Estou vivendo o momento e ainda não parei para pensar lá na frente, mas me imagino num teatro grande, com todas as pessoas cantando minhas músicas.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.