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Aos 13 anos, o pianista indonésio Joey Alexander volta ao Grammy

Jovem foi indicado para o melhor solo de jazz improvisado com 'Countdown'; ouça

Mesfin Fekadu, AP

02 de fevereiro de 2017 | 17h48

Joey Alexander, pianista de jazz de 13 anos, abriu novos caminhos depois de ter duas indicações para o Grammy no ano passado, embora tenha saído da cerimônia de mãos vazias. Este ano ele tem nova chance de vencer.

Joey foi indicado para o melhor solo de jazz improvisado com Countdown, no show de 12 de fevereiro que foi ao ar ao vivo pela CBS do Staples Center em Los Angeles.

Joey disse ter ficado muito grato pela indicação no Grammy no ano passado, mas foi mais especial se apresentar ao vivo num espetáculo transmitido pela TV e ajudar a trazer o jazz para um palco dominado pela música pop. 

“Estou muito feliz em compartilhar minha música, e em particular a música de jazz que talvez as pessoas nunca ouviram antes”, afirmou.

Joey, que é indonésio, apresentou-se em inúmeros locais como no Jazz at Lincoln Center, o Newport Jazz Festival e a Casa Branca.

Countdown é o título do álbum de Joey, lançado no ano passado. Ele compete, no Grammy deste ano, com John Scofield, Brad Mehldau, Fred Hersh e Ravi Coltrane, filho do ícone do jazz John Coltrane.

Joey disse que gravar um álbum foi mais tranquilo desta segunda vez e que ele aprimorou suas habilidades como solista. “Acho que é uma bênção para mim estar no estúdio porque...acho que isso me tornou um músico melhor.”

Como o seu álbum de estreia em 2015, My Favorite Things, este novo, Countdown, também ocupou o primeiro lugar na lista de jazz da Billboard. O novo álbum inclui três composições originais de Joey.

“Ser original não é tão fácil e levei algum tempo para compor. Estou muito satisfeito que as pessoas gostaram do álbum e das minhas composições."

Joey Alexander, que está na 5ª série do ensino fundamental e tem aulas online, disse que pratica o piano duas ou três horas por dia. Embora tenha muita influência de Thelonious Monk, Louis Armstrong e Duke Ellington, ele aprecia gêneros de música fora do jazz.

“Ainda adoro Michael Jackson. Amo sua música, sua alma”, disse ele. “E naturalmente James Brown. E cantoras de gospel como Aretha Franklin, Jahalia Jackson, todas essas grandes cantoras.”

 

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