Antonio Meneses faz três apresentações em São Paulo

Antonio Meneses faz três apresentações em São Paulo

O violoncelista se juntará ao colega David Chew

João Luiz Sampaio, O Estado de S. Paulo

10 Março 2015 | 18h27

 O violoncelista Antonio Meneses e a cravista Rosana Lanzelotte subiram juntos ao palco pela primeira vez no início dos anos 1990, mas a colaboração não esmoreceu. E os dois artistas se juntam ao também violoncelista David Chew para lançar esta quarta, 11, a partir das 18 horas, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, o novo documento desta parceria, o DVD Cello Sonatas, inteiramente dedicado à obra de Vivaldi.

Meneses também vai se apresentar na Sala São Paulo, dentro da temporada da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Sob regência de Celso Antunes, ele será o solista, quinta, sexta e sábado, da interpretação de Schelomo – Rapsódio Hebraica, de Ernest Bloch. E, no domingo, também na Sala, ele se apresenta pela primeira vez em duo com o pianista Arnaldo Cohen, tocando obras de Schumann, Chopin e Brahms.


A relação de Meneses com o universo da música barroca não é nova e não se limita à gravação integral (que ele realizou duas vezes) das suítes para violoncelo de Bach. E está bastante associada à parceria com Lanzelotte. Dois anos depois do primeiro concerto juntos, em 1995, eles entraram em estúdio para gravar as seis sonatas para violoncelo de Carlo Graziani. E, em 2009, voltaram a se unir para o CD Brillante, dedicado a autores do século 18: além de Graziani, Bocherini, Bréval e Haydn. 

Desta vez, os dois se juntaram ao violoncelista David Chew, norte-americano radicado no Brasil, que teve a ideia do DVD: em 2007, convidou Rosana e Meneses para participar do tradicional festival do qual é diretor, o Rio Cello Encounter. Em seguida, começaram a trabalhar na gravação, ao longo de dois anos, nas igrejas Nossa Senhora da Glória do Outeiro e do Bonsucesso.

O ambiente é um diferencial atraente, mas não o único. O repertório de Meneses está bastante associado à música romântica, do século 19, e ele mesmo se diz “um eterno amador” quando o assunto é a música barroca. 

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