Antônio Meneses exibe sua arte no violoncelo

A Sociedade de Cultura Artística encerra sua temporada em grande estilo. A partir de hoje a Orquestra Filarmônica da Renânia, sob a direção de seu regente titular Theodor Guschlbauer, faz três apresentações na Sala São Paulo. O violoncelista Antônio Meneses, um dos mais destacados instrumentistas da atualidade, acompanha a orquestra como solista em peças de Antonin Dvorak e Edward Elgar.Hoje e terça, a orquestra abre o concerto com a Abertura Oberon, de Carl Maria von Weber. Na seqüência, o grupo interpreta a Sinfonia n.º 6, Pastoral, de Beethoven. Meneses, então, junta-se à orquestra para a execução do Concerto para Violoncelo e Orquestra em Si Menor, de Dvorak, composto no inverno de 1894, quando o compositor ainda estava nos Estados Unidos. Na quarta, Meneses interpreta o Concerto para Violoncelo e Orquestra em Mi Menor, última das grandes peças do inglês Edward Elgar, popularizado pela violoncelista Jacqueline Dupr, que a gravou com Sir John Barbiroli. A orquestra completa o programa com a Sinfonia n.º 9, de Schubert.Na opinião de Guschlbauer, o programa dos concertos reúne algumas das principais e mais interessantes peças do repertório. Além disso, afirma que as peças estão em consonância com o trabalho realizado pela orquestra. "Esse grupo tem grande tradição na combinação de diferentes estilos e períodos de composição, apesar de ser bastante conhecido por sua interpretação dos repertórios alemão e austríaco."Meneses, que se apresenta com um violoncelo Matteo Goffriller de 1733 - utilizado pelo célebre Pablo Casals por mais de 50 anos - já interpretou as duas peças em diversas ocasiões. "São dois concertos bastante conhecidos, de uma beleza musical muito grande, que gosto muito de tocar", disse o violoncelista em entrevista. "O de Elgar, no entanto, é muito pouco feito no País - lembro-me de tê-lo tocado por aqui apenas uma vez em toda minha carreira - o que faz desta oportunidade algo bastante especial para mim." A peça, aliás, estava no programa da primeira turnê do artista pelos Estados Unidos, em que acompanhava a Orquestra Sinfônica de Londres sob a direção de Claudio Abbado. Para Meneses, os dois concertos, de certa forma, apresentam semelhanças. "A concepção musical, em especial nos últimos movimentos, é parecida", ressalta.

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