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Anitta, Luan e 'Feminejo' dominam Prêmio Multishow

Tatá Werneck e Fábio Porchat conduziram a apresentação; para Luan Santana, "num país onde tantas coisas dão errado, a música dá muito certo"

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2017 | 02h07

RIO -  Você pode não conhecer "Loka", sucesso da dupla Simone & Simaria com participação de Anitta, mas se trata de uma das músicas mais tocadas do ano, escolhida a mais "chiclete" pelo Prêmio Multishow, realizado na nesta terça-feira, 24, no Rio. A noite musical teve espaço para a defesa da bandeira LGBT e de um protesto contra o presidente Michel Temer (PMDB) entoado ao vivo, puxado pela cantora Letícia Novaes, e endossado por parte da plateia.

Com 12 categorias e quase três horas de duração, o prêmio está em sua 24ª edição e reflete o gosto dos espectadores do canal, que se anuncia uma emissora para quem tem "espírito jovem". Se em tempos passados já laureou artistas com carreiras consistentes e repertório rico, como Marisa Monte, Vanessa da Mata, Maria Gadu e Skank, nos últimos anos tem focado no sertanejo e no funk em suas vertentes pop, para consumo e descarte rápidos. 

Este ano, os vencedores foram: Anitta (melhor cantora), Luan Santana (cantor), "Sim ou não", cantada por Anitta e Maluma (melhor música), Simone & Simaria  (grupo), Joelma (show), "Acordando o prédio", de Luan (clipe), e Pabllo Vittar (categoria "experimente").

 

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Exceções foram os escolhidos do júri especializado, formado por 100 pessoas dos meio musical. O de canção do ano foi para a épica "As caravanas", de Chico Buarque; o de CD, para "Letrux em noite de climão"; o de revelação, para o rapper paulistano Rincon Sapiência - os dois últimos, vitórias da música independente.

"Eu não esperava, de verdade. Um dia eu quero poder contar para vocês o quanto é difícil nascer onde eu nasci, ser mulher, ser jovem, crescer e chegar a um prêmio como esse", emocionou-se Anitta, mais cedo traída pelo diminuto figurino (calcinha e sutiã beges) ao dançar (os seios apareceram). "Esse prêmio dá um gás na carreira. Num país onde tantas coisas dão errado, a música dá muito certo", disse Luan Santana, citando Pabllo Vittar para saudar a diversidade sexual. "Fora Temer inaceitável", bradou Letícia Novaes, citando o bordão da mobilização de artistas contra o presidente.

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Apresentada pelos humoristas Tatá Werneck e Fábio Porchat, indefectíveis nas piadas autodepreciativas e antenadas aos temas da ordem do dia - eles zombaram do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), da polêmica vazia sobre exposições de arte e da propaganda racista de papel higiênico preto -, a festa teve números musicais também na linha "os maiores sucessos da última semana".

Para delírio da plateia de jovens presente, Luan cantou um medley de hits que incluiu "Acordando o prédio" e "Escreve aí"; Anitta, as músicas que alavancam a carreira internacional, "Will I see you", "Is that for me?" e "Paradinha", esta na versão em espanhol; Pabllo Vittar, "Corpo sensual" e "K.O.".

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O "feminejo" foi representado por aparições cansativas de Maiara & Maraisa e Marília Mendonça, que cantaram "Ela não é pra casar", e de Simone & Simaria, que foram de "Regime fechado" e "Loka", com Anitta, fechando a premiação.

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