ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE
ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Análise: Queen sobrevive com altas doses de nostalgia, mas só

Após a morte de Freddie Mercury, Paul Rodgers e Adam Lambert ocuparam o posto de vocalista do grupo

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2015 | 02h00

Quando o perfil oficial do YouTube do Queen atingiu a marca de 1 milhão de assinantes, no ano passado, comemorou com o vídeo intitulado Queen Still Rock You. A marca não se compara a fenômenos pop como Justin Bieber e Taylor Swift, cujas marcas chegam a 12 milhões e 15 milhões, respectivamente, mas é elogiável e diz muito sobre a sobrevivência da banda. 

O Queen, instituição tanto do rock quanto do pop, conseguiu se manter vivo graças ao público que se mantém fiel a Brian May e Roger Taylor, integrantes originais do grupo outrora formado também por Freddie Mercury (morto em 1991) e John Deacon (baixista aposentado). Não houve uma renovação, contudo. A nova geração, tão ligada no mundo digital – e sabe o que assinar um canal do YouTube significa, de fato –, não é tão interessada em Queen quanto a velha guarda poderia supor. 

A culpa de tudo isso recai justamente nos dois integrantes originais da banda. Tão interessados em manter o legado de Mercury vivo na memória de todos, os dois cometeram o pecado mortal da indústria fonográfica dinâmica do século 21: deixaram de olhar para frente.

Nenhum novo vocalista foi acrescentado à banda, desde que eles decidiram voltar a tocar como Queen, nos anos 2000. Mantiveram o grupo intacto como entidade e criaram o Queen + Alguém. Primeiro, com Paul Rodgers. Depois (e atualmente), o jovem Adam Lambert foi o selecionado. 

Com Rodgers, o grupo lançou o álbum autoral chamado The Cosmos Rocks, em 2008, e deixou clara a ideia de se distanciar o máximo possível daquele Queen grandiloquente. Rodgers é cantor dos bons, mas de estilo oposto ao Mercury. Ponto para May e Taylor. Já Adam Lambert, que deveria rejuvenescer a base de fãs do Queen e não o fez, terá de encarar o palco do Rock in Rio no qual Freddie Mercury foi rei, 30 anos atrás. 

Veja, abaixo, a programação dos dois principais palcos do Rock in Rio: 


Mais conteúdo sobre:
queenfreddie mercurymúsica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.