Filipe Araujo/AE
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Análise: Chester Bennington foi a voz de uma geração que redescobriu o ímpeto do rock

História de sucesso do Linkin Park começou com 'Hybrid Theory', lançado em outubro de 2000

João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 17h25

A voz mais potente do rock dos anos 2000 se calou nesta quinta-feira, 20. Chester Bennington, de 41 anos, encantou toda uma geração de jovens que via no rock o caminho para questionar as mazelas do mundo. Os gritos ensurdecedores do frontman do Linkin Park, de início, assustavam. Os refrões contundentes da banda também. As veias saltando no pescoço de Chester significavam, para muitos, o início de uma revolução. O Linkin Park foi a última grande banda do rock dos anos 2000.

A história de sucesso da banda começou com Hybrid Theory, lançado em outubro de 2000. O trabalho foi indicado a três prêmios Grammy e alcançou o segundo lugar na Billboard 200. Hybrid Theory faturou o disco de platina ao vender 24 milhões de cópias em todo o mundo. O CD também está citado no livro 1001 Álbuns Para Escutar Antes de Morrer, de Robert Dimery, ocupando as mesmas posições de Frank Sinatra, The Who e R.E.M.  Depois do sucesso de Hybrid Theory veio o Meteora, que brilhou tanto quanto o primeiro álbum. Os inúmeros hits de Hybrid Theory e Meteora marcaram para sempre a história dos últimos 10 anos do pop-rock mundial. 

Para muitos adolescentes recém-saídos das fraldas, os berros de Chester fizeram muito mais do que introduzi-los ao mundo do rock. Chester foi a voz de uma geração que redescobriu o ímpeto do rock e, mais do que isso, assegurou um lugar dos "desajeitados" e "esquisitos".

 

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