Daniel Teixeira/ Estadão
Daniel Teixeira/ Estadão

Amigos, colegas e admiradores lamentam a morte de Zuza Homem de Mello

Escritor, jornalista, contrabaixista e técnico de som, Zuza deixa uma obra que elevou a percepção da música brasileira no exterior

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2020 | 11h55

Mais importante pesquisador de música do País, Zuza Homem de Mello morreu neste domingo, 4, aos 87 anos, em sua casa, em São Paulo, enquanto dormia. Escritor, jornalista, contrabaixista e técnico de som, Zuza deixa uma obra que elevou a percepção da música brasileira no exterior e tornou possível a compreensão do jazz no Brasil. Ele havia finalizado na última terça-feira, 29, uma biografia sobre João Gilberto. Zuza tinha uma frase que levava para a vida: “Ensinar as pessoas a aprender a ouvir.”

Amigos, colegas e artistas se manistestaram nas redes sociais, em uma última homenagem a Zuza Homem de Mello. 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Zuza, como assim.... vai fazer muita falta... obrigada por todo o muito que você fez por aqui, grande Zuza ❤️

Uma publicação compartilhada por Ná Ozzetti (@naozzetti) em

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Com grande tristeza gostaria de comunicar que morreu nm no na manhã deste domingo (4/10), o jornalista e pesquisador musical Zuza Homem de Mello, aos 87 anos. Segundo familiares, o músico e escritor faleceu enquanto dormia em seu apartamento no bairro de Pinheiros, em São Paulo. A causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio. Zuza era considerado o mais importante pesquisador de música do País, e era também escritor, jornalista, contrabaixista e técnico de som. Uma simpatia de pessoa, costumava me escrever a todo livro que publicava. Vai deixar muitas saudades nesse ano totalmente anômalo. Minha avó diria que ele teve a morte dos justos. Morreu dormindo. Vida eterna a Zuza Homem de Mello.

Uma publicação compartilhada por Lilia Moritz Schwarcz (@liliaschwarcz) em

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Domingo amanheceu muito triste pra mim, fez sua passagem hoje um grande amigo querido e com absoluta certeza um dos maiores conhecedores da nossa música Brasileira. Com uma larga experiência como produtor e diretor musical, Zuza dirige nos anos 70 a série de shows O Fino da Música, no Anhembi, São Paulo, que apresentava nomes conhecidos como o regional do Canhoto, Elis Regina e Elizeth Cardoso, e outros que apenas despontavam, como João Bosco, Ivan Lins e Alcione, por exemplo. Nos anos 80, dirige os três Festivais de Verão do Guarujá, reunindo os veteranos Jackson do Pandeiro, Patativa do Assaré e Luiz Gonzaga, os consagrados Jorge Ben e Raul Seixas, e novatos como Djavan, Beto Guedes e Alceu Valença. Mais tarde, produz a tournée de Milton Nascimento ao Japão (1988); dirige Milton e Gilberto Gil O documentário Zuza Homem de Jazz, lançado em novembro de 2018 e dirigido por Janaina Dalri, conta um pouco de sua trajetória por meio de depoimentos de pessoas que conviveram com o jornalista no Brasil e no exterior Deram depoimentos músicos como: Bob Dorough, Steve Ross, o trompetista Wynton Marsalis, a arranjadora Maria Schneider No Brasil, os depoimentos ficaram a cargo do jornalista Roberto Muylaert, da produtora Monique Gardenberg e dos músicos André Mehmari, Zé Nogueira, Egberto Gismonti, Letieres Leite, Nelson Ayres e Mario Adnet. O principal ponto foi mostrar como a música brasileira influenciou o jazz e vice-versa.

Uma publicação compartilhada por Letieres Leite (@letieresleite) em

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Tudo o que sabemos sobre:
Zuza Homem de Mellomúsica

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.