Terry O'Neill/Getty Images
Terry O'Neill/Getty Images

Álbuns emblemáticos do mundo da música completam 50 anos em 2022

Ouça a gravações icônicas de Rolling Stones, Elton John, David Bowie, Lou Reed e Neil Young lançadas em 1972

Philippe Grelard, AFP

15 de janeiro de 2022 | 18h03

Lou Reed e seu Transformer, David Bowie e Ziggy Stardust, ou Exile on Main St., dos Rolling Stones, são alguns dos álbuns que completam meio século em 2022. Leia mais sobre estes e outros discos marcantes abaixo.

Exile on Main St., joia dos Stones esculpida em Côte d'Azur

"Talvez o melhor disco dos Stones", escreve Keith Richards em sua autobiografia Life.

Os Stones, fugindo do tesouro britânico, nascem na Côte d'Azur, na agora famosa villa Nellcote.

"Sou um dos poucos que conseguiram entrar (na cidade), sou da região e era apenas uma criança", disse à AFP, Yves Bigot, crítico de rock. "De manhã nem todos estavam acordados, podia-se entrar furtivamente com os distribuidores (do supermercado). Fiquei escondido em um canto", explica.

Honky Château, Elton John e os fantasmas de Herouville

Também na França, o castelo da pequena comuna de Herouville (a 50 km de Paris) abriga um estúdio de gravação frequentado na década de 1970 por David Bowie, Iggy Pop e também Elton John.

Este último nomeia sua criação Honky Château em homenagem a Herouville, que tem fama de ser assombrada.

Elton John está em seu período imperial, com músicas incríveis como Honky cat, Rocket man (título do filme biográfico dedicado a ele) ou Mona Lisa e Mad Hatters, explica Yves Bigot.

The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, David Bowie e seu alter-ego

"A sexualidade sempre esteve a parte do rock and roll. Mas com Ziggy ela foi encontrada articulada, em movimento", explica David Bowie em Rainbowman, obra de referência de Jérôme Soligny.

"Com este álbum, Bowie inventa o personagem de Ziggy que o transforma em uma estrela do rock, o príncipe do glam", detalha Yves Bigot. "Com esse aspecto totalmente futurista, visionário, apocalíptico que continuará com Diamond Dogs (1974)".

"O essencial são Five years, Starman, Suffragette city ou Rock'n'roll suicide. Quantos álbuns clássicos tem nascido nesse período, sem uma nota para mudar", diz o jornalista. 

Transformer, Lou Reed e depois Velvet

“É o álbum que permite que todos que não conheciam Lou Reed e o Velvet Underground (seu grupo) o descubram, ou seja, a grande maioria das pessoas”, diz Yves Bigot.

Com os estandares Walk on the wild side, Satellite of love ou Perfect day, que tem uma segunda versão com o filme Trainspotting.

E quem encontramos na produção de Transformer? David Bowie, de quem Lou Reed sempre quis se desvincular.

Harvest, a faísca de Neil Young 'depois da corrida do ouro'

Alguns fãs de Neil Young preferem After the gold rush ("Depois da corrida do ouro", 1970), mas é com Harvest que o "Loner" encontra a veia certa.

As músicas Heart of gold e Old man ficam para a história e o álbum está no topo das paradas americanas. "É o seu álbum mais trabalhado", segundo Yves Bigot.

O que não exclui uma parte obscura e profética. Assim como The needle and the damage done, o título curto de "como a vida dos viciados em drogas que descreve" sintetiza o site de música Pitchfork.

Pouco tempo depois, as drogas levariam dois parentes de Neil Young, a quem ele dedicará Tonight's the night (1975).

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