Bob Paulino/Divulgação
Bob Paulino/Divulgação

'Ai se eu te pego' dá o mundo a Michel Teló

Dono do hit do ano, cantor fez fama após a dancinha do jogador Cristiano Ronaldo, gravou versão em inglês e se prepara para turnê europeia

Cristiane Bomfim,

30 de dezembro de 2011 | 10h35

O sertanejo Michel Teló, de 30 anos, se despede de 2011 como o dono do hit do ano. Ai Se Eu Te Pego extrapolou os palcos brasileiros e foi parar até nos campos de futebol europeus - graças ao jogador português Cristiano Ronaldo, que comemorou um gol pelo Real Madrid embalado pela coreografia do hit de Teló. Aliás, a música faz parte da trilha sonora de outros craques, como o atacante do Santos Neymar, que já dividiu o palco com o cantor no programa Hebe, na RedeTV!, e repetirá o dueto, no Show da Virada, exibido pela Globo.

Ai Se Eu Te Pego acaba de ganhar o primeiro registro no novo projeto Michel Teló – Na Balada, que inclui CD e DVD (Som Livre, R$ 15,90 e R$ 25,90), com 100 mil cópias já vendidas. É também uma das mais pedidas nos shows de Teló. Como aconteceu em sua última apresentação do ano em São Paulo, na quinta passada, dia 22, na Villa Country. As cerca de 6 mil pessoas que lotaram a plateia – e pagaram até R$ 110 para assisti-lo – suplicavam para ouvir os versos “Delícia, delícia/Assim você me mata/Ai se eu te pego/Ai, ai se eu te pego”.

“Tudo isso por causa do Cristiano Ronaldo. Foi a maior surpresa da minha vida quando me disseram que ele tinha comemorado um gol com a minha música. Quando ele dançou, mudou tudo. A música estourou”, disse Teló, em entrevista ao JT. Ele contou ainda que ficou sabendo disso pelo Twitter, que possui atualmente pouco mais de 426 mil seguidores. Apesar de o clipe oficial estar na rede desde 25 de julho, foi só depois da dancinha comemorativa de Cristiano em 22 de outubro – após fazer o segundo gol do Real Madrid na goleada de 4 a 0 sobre o Málaga – que a música virou sucesso internacional. O professor do craque português foi o jogador brasileiro Marcelo, seu companheiro de time.

Hoje, são mais de 89 milhões de visualizações do clipe no Youtube. Além disso, a canção é a mais vendida no site do iTunes na Itália e Espanha, e está entre as dez mais vendidas na Bélgica, Holanda, Portugal e Suíça. Feito que garantiu ao artista brasileiro uma turnê em fevereiro e março pela Europa, onde estão marcados 12 shows. “Estou com frio na barriga. Quero fazer um show um pouco diferente do daqui.”

Na América Latina, ele ocupa a primeira posição em países como Argentina. A moda já chegou também aos EUA. O time de basquete Denver Nuggets, onde o brasileiro Nenê joga, divulgou em seu site, no último dia 24, um vídeo de ‘Feliz Natal’ em que os jogadores cantam e dançam adivinha o quê?

E a dificuldade para cantar em português deve acabar em breve. A canção ganhou uma versão em inglês – “Delicious, delicious/ This way you’re gonna kill me/ Oh, if I catch you/ Oh my God, if I catch you” – e vai virar clipe. Rapaz tímido Para o produtor musical e jurado do Qual é o Seu Talento?, do SBT, Carlos Miranda, o sucesso de Teló só aconteceu porque ele teve coragem de cantar o que muita gente tem vergonha de falar. “A música dele diz o que a galera tem vontade de dizer na balada, na hora da paquera. A linguagem é simples e direta”, avalia Miranda.

O cantor sertanejo concorda. “As pessoas se identificam porque ela tem um jargão muito forte. Consegue usar o que as pessoas falam numa melodia legal e numa letra extremamente simples.” Declaradamente tímido, Teló se movimenta, toca sanfona, ocupa todos os espaços no palco e deixa até quem não gosta da música enfeitiçado. “Demorei muito para perder essa timidez em cima do palco. Fiz um pouco de aula de dança, fui vendo shows para melhorar. E o tempo de carreira ajuda muito nessa hora”, afirmou ele.

São apenas dois anos de carreira solo, que teve início com as músicas Ei, Psiu! Beijo, Me Liga e Fugidinha. Mas o cantor nascido em Medianeira (Paraná) e criado em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) faz questão de lembrar que o que está vivendo não é um sucesso meteórico. É o que 2012 irá dizer.

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