Agosto é mês do hip hop

Por anos a fio, o hip hop ficou confinado nas periferias, marginalizado mesmo. O movimento, que prega a diversão, a arte, mas também a conscientização política e o engajamento, foi galgando seu espaço aos poucos. Em grande parte, graças ao trabalho de gente que acredita em sua filosofia que encara o hip hop como um elemento transformador na vida dajuventude, principalmente. De repente, o movimento estava incubado, quem diria, no meio dos abonados. Começou a participar de premiaçõesimportantes, como o Vídeo Music Brasil (VMB), da MTV. Virou temade revista, de programa de rádio e de festivais. Váriosfestivais. Um dos grandes é o evento Agosto Negro 2003 - HipHop Salva!, que, pelo segundo ano, estará por todos os cantosde São Paulo até o fim do mês.Agosto Negro, realizado pela Prefeitura de São Pauloem parceria com diversos órgãos públicos e privados, será tãoabrangente quanto é o movimento em si. Haverá, sim, shows demúsica, mas também campeonato de dança, grafitagem, debates,workshops, teatro, mostra de cinema, roteiro especial de festase bailes, além do Prêmio Agosto Negro, que prestará tributo apersonalidades que se destacaram no ano passado. Serão 34 shows gratuitos, incluindo DMN, Rappin´ Hood, Sombra e Bastardo, Thaíde e outros. Confira a programação completa no site www.agostonegro.com.br.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.