Acusador de Jackson negou abuso a assistente social

Um assistente social testemunhou hoje no julgamento de Michael Jackson que ela se encontrou em particular com o acusador e a família dele na época em que eles alegam que Jackson os manteve presos em seu rancho Neverland, e disse que eles o elogiaram e negaram quaisquer abusos sexuais.Irene Peters, de 30 anos, que trabalha no Departamento de Serviços para a Criança e a Família do Condado de Los Angeles, disse ter conversado com a mãe e os três filhos em 20 de fevereiro de 2003, depois da exibição do documentário que chamou atenção para o relacionamento de Jackson com o menino que agora o acusa de abuso."Eu perguntei a ele se ele havia sido sexualmente abusado por Michael Jackson e ele ficou irritado. Ele disse: ´todos pensam que Michael Jackson me molestou. Ele nunca me tocou´", disse Irene. Ela disse que o acusador afirmou que Jackson "era muito bom e o tratava como um pai". Jackson, de 46 anos, é acusado de abusar sexualmente de um menino de 13 anos entre 20 de fevereiro e 12 de março de 2003, além de dar-lhe álcool e conspirar para mantê-lo preso, junto com a família.Irene disse ter conversado com a mãe e os irmãos do menino, e que todos eles elogiaram Jackson. Ela disse que a mãe, que estava junto com os filhos em todas as conversas, até creditou a Jackson a cura de seu filho, que sofria de câncer.Em vez de tentar fugir de Neverland, a mãe inicialmente pediu que a assistente social fosse até lá para fazer as entrevistas, disse Irene. "Eu perguntei-lhe sobre a relação com Michael Jackson. Ela falou muito sobre como ele era um pai para os filhos dela e que ela sentia que ele responsável por ajudar (o menino) a sobreviver ao câncer", disse. "Eu perguntei se as crianças alguma vez haviam dormido no quarto de Jackson, e ela disse não, que isso nunca aconteceu". Questionada pelo advogado de defesa Thomas Mesereau Jr., ela disse que os membros da família nunca mencionaram terem sido mantidas presas contra a vontade. A entrevista com a assistente foi feita na manhã seguinte à produção do vídeo em que a família elogia o astro, que eles alegam terem sido forçados a fazer.O depoimento de Irene tocou num ponto defendido pela acusação quando ela disse ter encontrado a mãe do acusador em abril de 2003, em um restaurante. Ela contou que a mãe disse que "Michael queria mandá-los ao Brasil mas ela não quis ir". Irene disse que a mãe se referia ao Brasil como "aquele lixo". Segundo a acusação, Jackson queria mandar a família para o Brasil para os afastar da atenção da mídia.

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