Acervo de Adoniran Barbosa é doado à cidade de São Paulo

Uma cerimônia, na noite desta terça-feira no Teatro Sérgio Cardoso, selou a doação do acervo do cantor e compositor Adoniran Barbosa à cidade de São Paulo. Participaram da cerimônia a filha de Adoniran, Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, seu filho Alfredo, o presidente da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA, Vicente Amato, e a secretária de Estado da Cultura, Cláudia Costin.A assinatura do acordo havia sido firmada oficialmente na segunda-feira. Maria Helena ficou animada ao se deparar com a criação da artista plástica Gigi Manfrinato: uma réplica de Adoniran, sentado alegremente à mesa, diante de uma generosa porção de azeitonas artificiais. "Está ótimo", aprovou a filha. Ela também se emocionou ao falar sobre o novo espaço que vai abrigar as relíquias de seu pai, a quem ela costuma se referir como "paizão", entre elas, brinquedos construídos por ele próprio em sua oficina. "A minha maior preocupação era atender aos pesquisadores, jornalistas e principalmente estudantes, que fazem teses e dissertações sobre ele", afirmou.Segundo Cláudia Costin, em pouco tempo, conseguiu-se o feito de três famílias doarem a coleção de seus entes queridos. Os dois primeiros foram Haroldo de Campos e Nemirovisk. A terceira chega agora. "Fomos conversar com Maria Helena e ela ficou muito preocupada com o lugar que poderíamos colocar o acervo. Decidimos pelo Bexiga", comentou a secretária.Os Demônios da Garoa, grupo que melhor representou as músicas de Adoniran, se apresentou ao lado da Jazz Sinfônica, interpretando os grandes sucessos do compositor.O acervo, que ocupará o mezanino do teatro, só estará aberto ao público no segundo semestre deste ano. Haverá também um outro andar, destinado à reserva técnica e aos pesquisadores. Na programação, planejam-se ainda exposições temporárias e espetáculos de música.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.