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AC/DC: força de uma locomotiva desgovernada no Morumbi

O guitarrista Angus Young no início da apresentação da banda australiana. Foto: Keiny Andrade/AE   SÃO PAULO - Três garotas em trajes sumários tentam tomar uma locomotiva a vapor que é guiada pelo guitarrista Angus Young. Elas parecem oferecer sexo fácil ao rapaz, mas o amarram e deixam a máquina desgovernada. O guitarrista se desamarra e salva sua guitarra. A locomotiva desgovernada invade o Morumbi e quando finalmente para, o AC/DC já está no palco, tocando os primeiros acordes de Rock'n'roll Train.  

Jotabê Medeiros,

27 de novembro de 2009 | 22h18

Trata-se obviamente de um filmete de animação (a locomotiva é cenário). São 21h34 no Morumbi, e cerca de 70 mil pessoas, mais da metade delas usando chifres diabólicos iluminados a pilha, recebem o grupo australiano AC/DC em sua terceira visita ao País. "Nós não falamos brasileiro (sic), mas falamos rock'n'roll", diz o vocalista Brian Johnson. A seguir, a banda emenda Hell ain't a bad place to be (1977). Mas é só na terceira música, Back in Black, que a potência do som atinge o limite. A seguir, Johnson anuncia uma música disco mais recente, Back ice. Trata-se de Big Jack.

 

O vocalista Brian Johnson. Foto: Keiny Andrade/AE

Brian Johnson está mais roliço, os irmãos Young continuam com a mesma cara de freak. O irmão de Angus, Malcolm, que toca a guitarra base, fica a maior parte do tempo religiosamente postado junto à bateria, com expressão de fanático religioso. O roteiro vai seguindo religiosamente a estrutura da turnê mundial - o público uiva quando Johnson anuncia Dirty deeds done dirt cheap e Shot down in Flames, mas vai mesmo à loucura quando tocam Thunderstruck (do álbum The razor's edge, de 1990).

 

O AC/DC vai mostrando que uma guitarra bem tocada pode arrastar um mundo inteiro consigo. Angus Young está tocando o fino. O show prossegue com os velhos e agradáveis truques: em Hell's Bells, o vocalista é içado por um sino gigante para o alto. Logo a seguir, Angus Young faz um strip tease de araque, vai tirando a roupa e quando finalmente tira o shorts, tem uma cueca samba canção por baixo com o símbolo do AC/DC nas nádegas.

 

O público se comporta no início do show, mas parece beber mais cerveja do que nunca - parece que a Lei Seca tornou-se apenas uma manchete do passado. Muitas garotas nos ombros dos namorados divertem-se com suas próprias imagens no telão e todo mundo vibra com o anúncio de cada musica pelo vocalista. Vira um coro humano descomunal quando o show se aproxima do final, com TNT, de 1975, e Let There Be Rock, um dos hinos da banda, de 1977.

 

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