A volta do bom e velho Pearl Jam em novo CD

Dizem que as boas notícias, quando chegam, vêm em conta-gotas. Felizmente, não é amparado nessa premissa que o ano da música vem se comportando até o mês de maio. Além da pilha de excelentes lançamentos, o Pearl Jam (quem diria?) provou que ainda tem fôlego de sobra para colocar todo grunge saudosista para dançar. Após anos errantes, uma centena de discos ao vivo - que culminaram com shows redentores no Brasil -, o grupo parecia perto da aposentadoria. Eddie Vedder corria preocupado com seus monólogos sobre o nada, enquanto seus companheiros se portavam mais como professores de colégio particular do que rockstars. Os discos pareciam a continuação sôfrega dos trabalho anteriores. Qual a surpresa quando a canção World Wide Suicide foi disponibilizada na internet. O Pearl Jam da fase Ten/Versus/Vitalogy estava de volta. Talvez por isso, o nome do disco seja homônimo à banda. Trata-se de um álbum dos mais prazerosos quando tocado, especialmente para quem acompanhou a ascensão do quinteto de Seattle desde a era das camisas de flanela. E vai direto ao ponto. Há rock pesado com guitarras distorcidas em Comatose e Big Wave, faixas com molho agridoce (Marker in the Sand e Come Back, emocionante) e até baladinha para os apaixonados (Gone). Em resumo, toda a grande alquimia que fazia do Pearl Jam a banda mais afável e recomendável de sua geração. Mais do que uma volta por cima de Eddie Vedder e companhia, vai ser muito bom poder colocar o Pearl Jam novamente na votação de melhores álbuns do ano.

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