Rafael Arbex / ESTADAO
Rafael Arbex / ESTADAO

A reconstrução do Smashing Pumpkins

Billy Corgan não poupou hits e peso para mostrar que foi e ainda pode ser um grande nome da música

Alexandre Bazzan, O Estado de S. Paulo

29 Março 2015 | 22h29

Até o maior fã do Smashing Pumpkins ficou traumatizado com a última passagem deles por aqui. Na época, uma baixista graciosa que não acrescentava muito e um baterista muito jovem que mais parecia o Karate Kid.

Se o baixo e a bateria formam a cozinha de uma banda, convocar Brad Wilk foi o mesmo que chamar Alex Atala para dar jeito em um foodtruck desgovernado. De vez em quando ele coloca muita pimenta no molho, mas a nova formação é quase tão boa quanto a original.

Billy Corgan interrompeu o show para dizer que seu gato tinha morrido durante essa turnê sul-americana, mas o que emocionou mesmo foi a execução pesada de Disarm.

Corgan é uma espécie de Axl Rose do rock alternativo. Ego, estupidez e talento enormes. Não tivesse ele tentado forçar os pedaços do que sobrou dos Pumpkins na última década, ele poderia reunir o grupo e ser o maior ato do mundo.

Como não é possível voltar atrás, ele tenta reconstruir a carreira aos poucos, com entrevistas polêmicas e shows competentes. Poder encerrar uma apresentação com Bullet with Butterfly Wings, depois de desfilar hits como Tonight Tonight e 1979, ajuda.

No bis ele voltou sozinho com violão em punho. Dedilhando, parecia que ele faria um cover de Jorge Ben ou Toquinho, mas era Today.

Se em 2010 ninguém queria mais saber do Smashing Pumpkins, agora, ele deixa um sabor de quero mais. 

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